Antonio Bokel é um dos artistas convidados a expor na mostra de abertura de novo espaço criativo no Rio de Janeiro
Antonio Bokel é um dos artistas convidados para a exposição de abertura da Galeria Carambola, em São Conrado, Rio de Janeiro. O espaço abriu no último dia 27 de abril e a mostra chamada “Casca” ficará um mês em cartaz. Bokel apresenta 6 obras de pequenos formatos.
Carambola é um espaço criativo concebido no fim de 2016 por alguns amigos com a intenção de fomentar a arte, fotografia, música e assuntos relacionados por meio de exposições, feiras, residencias e grupos de estudos. O espaço tem por objetivo criar o diálogo do movimento com o mundo exterior. Atualmente a casa abriga sete artistas, uma banda, uma marcenaria, um laboratório de fotografia e um pé de carambola.
Sobre Antonio Bokel, o artista formou-se em design gráfico e realizou a sua primeira exposição individual em 2003, na Ken’s Art Gallery, em Florença, Itália, onde residiu e fez cursos de fotografia e história da arte. No Rio de Janeiro, teve aulas de modelo vivo com Bandeira de Mello e fez cursos de pintura com João Magalhães, e de arte, com Luiz Ernesto, ambas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Ao longo das duas últimas décadas, tem apresentado seu trabalho no Brasil e no exterior, em galerias e em intervenções urbanas, fazendo a ponte entre a arte de rua e a arte contemporânea.
Seu trabalho já foi publicado nas revistas brasileiras Zupi, Vizoo e Santa, e na espanhola Rojo. Ele também se encontra nas maiores coleções brasileiras, como as de Gilberto Chateubriand, no acervo da BGA Investimentos, além de ter alguns trabalhos no acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio).
O artista foi indicado ao Prêmio PIPA 2015 e lançou ano passado seu livro  ‘Antonio Bokel: Ver’ com uma seleção de suas principais obras produzidas entre 2011 e 2015. A publicação, que traz textos críticos e curatoriais de Daniela Name, Osvaldo Carvalho e Vanda Klabin, entre outros, reúne trabalhos que apontam para o pós-grafite e técnicas mistas envolvendo colagem e “lambe- lambe”. São centenas de registros dessa apropriação inventiva do espaço urbano, em resistência à conformidade do uso desse mesmo espaço. Instalações, quadros, linguagens que celebram a independência e a autonomia criativa de Bokel, num constante exercício de renovação.