Entre os 76 artistas indicados para a edição de 2019 do Prêmio Pipa está Antonio Bokel.

Ao longo das duas últimas décadas, Bokel tem apresentado seu trabalho no Brasil e no exterior; em galerias e em intervenções urbanas, fazendo a ponte entre a arte de rua e a arte contemporânea.

“A pintura é a minha base, é onde eu tenho mais presença. Os outros trabalhos são um complemento que me ajudam até mesmo na pintura. Mas eu misturo tudo, pois às vezes eu fotografo e transformo em serigrafia e a serigrafia vai parar na tela. Tem obras que eu deixo fluir a intuição e existem outras que são mais pensadas, obras que faço para o próprio espectador pensar”, ressalta o artista.

Criado em 2010, o Pipa tem como objetivo estimular a produção nacional de arte contemporânea, divulgando e apoiando novos artistas brasileiros.

Conheça um pouco do artista:

A trajetória do trabalho de Bokel, formou, em poucos anos de investigação pictórica; à criação de um mundo de signos próprios, que relacionam-se entre si pelo total despreconceito tipológico.

O traço culto convive com símbolos gráficos primários de forma a complementá-los ora de forma crítica; ora envoltos em harmonias desconcertantes que amplificam suas intenções, criando então a complexidade que sua obra encerra.

Talvez não haja na expressão contemporânea, uma arte mais universal que a arte que nasce do olhar da rua.

O grafite, que serve de pilar a arte de Bokel; está ligado a um modo de pensar urbano por excelência em todas as suas formas de apresentação e esta sensibilidade comum.

Faz com que possamos reconhecer os mesmos símbolos, sejam nos viadutos de SP, nos muros de Zagreb, nos subúrbios de Budapeste ou Paris.

Esta extensão temática entretanto, proporciona uma standartização que dilui o gênese libertário de seu manifesto original; o rompimento com as formas oficiais de inserções.