O artista Antonio Bokel, que esteve em Vitória este ano com a individual ‘Nada além das palavras’ na Matias Brotas arte contemporânea, lançou este mês o livro ‘Antonio Bokel: Ver’ com uma seleção de suas principais obras produzidas entre 2011 e 2015.

A publicação, que traz textos críticos e curatoriais de Daniela Name, Osvaldo Carvalho e Vanda Klabin, entre outros, reúne trabalhos que apontam para o pós-grafite e técnicas mistas envolvendo colagem e “lambe- lambe”. São centenas de registros dessa apropriação inventiva do espaço urbano, em resistência à conformidade do uso desse mesmo espaço. Instalações, quadros, linguagens que celebram a independência e a autonomia criativa de Bokel, num constante exercício de renovação.

Com mais de 10 anos de trajetória artística, Bokel começou sua carreira em solo estrangeiro. Sua primeira exposição individual em 2003, foi na Ken’s Art Gallery, em Florença, Itália, onde residiu e fez cursos de fotografia e história da arte. Mas ele é um artista nômade. Passou por diversas residências, expôs em vários países, desenvolveu inúmeros projetos artísticos, foi indicado a prêmios como o PIPA 2015, investigou linguagens múltiplas, integrou coletivos, pesquisou materiais alternativos e, sobretudo, reafirmou a conexão direta entre seu ateliê no Rio Comprido e o mundo. Seus trabalhos estão nas maiores coleções Brasileiras, como a de Gilberto Chateubriand e BGA Investimentos, e alguns trabalhos no acervo do MAM.