Bienal de Arte de Veneza aborda o tema “all the worlds futures” e vai até 22 de novembro

Até 22 de novembro, Veneza é a capital da arte mundial. Afinal, está acontecendo por lá uma das mais importantes feiras de arte e Bienais do mundo, a 56ª edição da Bienal de Arte de Veneza. A Galeria Matias Brotas marcou presença por lá e foi conferir de perto os pavilhões dos diversos países, bem como obras de artistas que vêm de todos cantos do mundo.

Com curadoria do nigeriano Okwui Enwezor, a feira este ano traz a participação de 53 países, apresenta 44 eventos paralelos e possui como tema central “all the world’s futures” (Todos os futuros do mundo), a fim de olhar para o estado “convulsivo do mundo”.

O Pavilhão Brasileiro sob curadoria do carioca Luiz Camilo Osório apresenta uma mostra política com o título “é tanta coisa que não cabe aqui” (frase retirada dos cartazes das manifestações brasileiras no ano de 2013). Os três artistas selecionados, André Komatsu, Berna Reale e Antonio Manuel,  construíram um lugar de aprisionamento como crítica a uma falsa liberdade em que transita o indivíduo contemporâneo.

A Bienal completou este 120 anos. Além dos tradicionais Giardini e Arsenale, a mostra se expande para palácios, basílicas, mosteiros. A ilha de San Giorgio Maggiore é parada obrigatória. Numa basílica projetada pelo mestre Andrea Palladio, a obra “Together”, do espanhol Jaume Plensa, divide espaço com as últimas obras de Tintoretto (inclusive a Última Ceia) e traz um inesperado e reconfortante momento de paz.

Outro ponto alto da cidade é o Pavilhão da Armênia, que ocupou um mosteiro na ilha de San Lazzaro. Um dos destaques é a artista brasileira Rosana Palazyan, vencedora do prêmio ‘Leão de Ouro’.

A dualidade também encanta no Pallazzo Fortuny.  Obras de Anselm Kiefer, Antony Gormley, Amadeo Modigliani, Bill Viola, Victor Vasarely, Anish Kapoor, Alberto Giacometti, marina Abramovic, dentre outros, convivem no mesmo espaço. No pavilhão central destaque para o espanhol Fabio Mauri, Robert Smithson e Adrian Piper.

Além do pavilhão de Israel, o pavilhão do Japão é um dos mais comentados por lá! Com o título “THE key in the hand”, a obra da artista Chiaru Shiota reúne 50000 chaves recolhidas mundo afora. “As Chaves protegem pessoas e espaços, além de inspirar a abertura de novas portas e a exploração dos mundos, do desconhecido”.