Um jovem aspirante a poeta, indeciso entre a carreira literária e a militar, Franz Kappus trocou cartas com o escritor Rainer Maria Rilke, entre os anos de 1903 e 1908.

Tal constância dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e,  mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida.

Após a morte deste, portanto, os bilhetes repletos de conselhos de uma sabedoria avassaladora foram reunidos no livro Cartas a um Jovem Poeta, uma de suas obras mais significativas.

Embora escritas há mais de um século, as correspondências despertam reflexões sobre aspectos do século 21.

Entre as costumeiras dicas, algo como, “por isso, que fique registrado aqui, desde logo, um pedido meu; leia o mínimo possível de textos críticos e estéticos; ou são considerações parciais, petrificadas, que se tornaram destituídas de sentido em sua rigidez sem vida, ou são hábeis jogos de palavras; nos quais hoje uma visão sai vitoriosa, amanhã predomina a visão contrária”.

Sobre o escritor

Nascido em Praga, na República Tcheca, Rainer Maria Rilke (1875-1926) foi um dos grandes poetas de língua alemã no século 20. Rilke fez seus estudos nas universidades de Praga, Munique e Berlim e 1894 fez sua primeira publicação, uma coleção de versos de amor, intitulados Vida e canções (Leben und Lieder).

No Brasil, sua obra mais importante e conhecida é Cartas a um Jovem Poeta, publicado em 1929, após a morte de Rilke.

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