Orlando da Rosa Farya

Para Ler: Dica de livro por Orlando da Rosa Farya

O Pintassilgo, de Donna Tartt

A história tem por protagonista Theo Decker, um nova-iorquino, que sobrevive aos 13 anos a um ataque terrorista que vitima mortalmente a mãe. Desorientado, numa nova casa, numa escola onde tem colegas que o perseguem, refugia-se num quadro, a obra de Carel Fabritius, “O Pintassilgo”. Este romance é sobre a perda, o instinto de sobrevivência e a história de uma obsessão. O livro é vencedor do prêmio Pulitzer de Literatura. Mais de trinta semanas na lista de mais vendidos do New York Times.

  • Orlando da Rosa Farya | Projeto 027 | Sesi Arte Galeria | Vitória | 28.09.17 a 10.12.17 | Matias Brotas
    Permalink Gallery

    Orlando da Rosa Farya | Projeto 027 | Sesi Arte Galeria | Vitória | 28.09.17 a 10.12.17

Orlando da Rosa Farya | Projeto 027 | Sesi Arte Galeria | Vitória | 28.09.17 a 10.12.17

O artista capixaba Orlando da Rosa Farya, indicado ao Prêmio PIPA 2017, é um dos artistas que compõe a exposição ‘Projeto 027’, que abriu ao público no último dia 28 de setembro e segue para visitação até o dia 10 de dezembro, no Sesi Arte Galeria, no Edifico Findes, em Vitória.

O artista apresenta obras de sua série ‘Terra em transe’, inspirada no filme homônimo de Glauber Rocha”. As obras remetem ao terremoto que em 1755 arrasou Lisboa. Ele faz uma espécie de alegoria virtual com imagens distorcidas da capital portuguesa, que ele as chamou de onomatopeias da cidade.
 
Além dos trabalhos de Orlando da Rosa Farya, nesta primeira edição, o “Projeto 027” traz também os trabalhos da artista Heidi Liebermann e também representantes da nova geração, como Gui Castor e Ana De Sena, além da artista capixaba Helena Dias Sardenberg. Diferentes gerações reunidas em um único espaço para mostrar individualmente o universo artístico de cada um.
 
A exposição cria uma conversa entre artistas em suas diferentes linguagens e possibilitar que o público tenha acesso à produção local por meio de vertentes poéticas, seja por meio da pintura, colagem, vídeo, foto e desenho.

  • Orlando da Rosa Farya | Prêmio PIPA 2017 | Votação até 23 de julho | Matias Brotas
    Permalink Gallery

    Orlando da Rosa Farya | Prêmio PIPA 2017 | Votação até 23 de julho

Orlando da Rosa Farya | Prêmio PIPA 2017 | Votação até 23 de julho

O artista capixaba Orlando da Rosa Farya é um dos indicados ao Prêmio PIPA 2017, o mais relevante prêmio brasileiro de artes visuais e uma das principais plataformas de pesquisa sobre arte contemporânea brasileira.

Para votar no artista basta acessar este link. O prêmio busca premiar artistas brasileiros que tenham uma produção consistente e em evidência nacional e/ou internacional.

Orlando da Rosa Farya é graduado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo, (UFES) e doutorando Faculdade de Belas Arte – Universidade de Lisboa. Ele é especialista em conservação de bens culturais móveis (UFRJ), especialista em História da Arte e Arquitetura no Brasil e Mestre em História Social da Cultura, PUC-Rio. Oficinas no Galpão do MAM e Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Desde os anos 80 participa de salões de artes plásticas, festivais de arte, cinema e vídeo, exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior.

Conheça um pouco mais do trabalho do artista no vídeo produzido pela Do Rio Filmes, exclusivamente para o Prêmio PIPA 2017: Veja aqui

  • Orlando da Rosa Farya | Série fotografias 'Acheiropoieta' | Acervo Matias Brotas
    Permalink Gallery

    Orlando da Rosa Farya | Série fotografias ‘Acheiropoieta’ | Acervo Matias Brotas

Orlando da Rosa Farya | Série fotografias ‘Acheiropoieta’ | Acervo Matias Brotas

Três fotografias da série “Acheiropoieta” de Lando passam a compor o acervo da Matias Brotas arte contemporânea
 
Depois de ficarem em cartaz na exposição fotográfica “Imagem-Passagem: Dinâmicas da fotografia em contexto de viagem” no Centro Cultural Sesc Glória, no final de 2016, três fotografias da série “Acheiropoieta” de Orlando da Rosa Farya agora fazem parte do acervo da Matias Brotas arte contemporânea. Mais conhecido como Lando, o artista capixaba acaba de ser indicado para concorrer ao prêmio PIPA 2017.

Veja texto crítico do artista sobre sua série fotográfica “Acheiropoieta”:

ACHEIROPOIETON (o que não é feito pela mão do homem)
É o caráter provisório dos deslocamentos, viagens e derivas, que ao meu ver, promove os encontros, as descobertas. Deambular pelos meandros, atalhos, desvios e adjacências das cidades. Perder-se no desconhecido. Tudo isso, aguça a percepção, apresenta novas perspectivas e abordagens do mundo. Ao meu ver, por privilegiar incursões por terrenos desconhecidos, viagens predispõem os sentidos para novas aquisições de sensibilidades. Portanto, o gosto pela viagem, a inquietação com a imagem são aspectos importantes, contemplados na série que denominei Acheiropoieta que conectam desejos e expectativas neste projeto artístico.
 
As imagens fazem parte de uma série de autorretratos feitos a partir do registro
de sombras projetadas sobre superfícies diferenciadas, tanto podem extratos da natureza: árvores, arbustos, pedregulhos, relvados, etc, quanto aspectos variados da paisagem urbana e humana.
 
De tal circunstância, ou seja da apropriação da sombra, deriva, por aproximação poética, o título da série, fazendo referência aos acheiropoieta, ou seja, imagens (ícones), que segundo a tradição cristã, surgem de forma misteriosa, sem a participação da mão humana. Portanto, o dado natural, espontâneo que fundamenta o fenômeno fotográfico (do grego photo = luz e grafia = escrita), implicado na formação da imagem, reitera certa aura […]

Orlando da Rosa Farya | Jardim do Éden | Lisboa, Portugal

Chamada de ‘Jardim do Éden’, a obra de 110 metros de Chitão com variadas padronagens cobrem o piso da Capela-mor da antiga igreja do Convento do Carmo, em Lisboa, Portugal.

A intervenção artística é do capixaba Orlando da Rosa Farya e faz parte do Projeto Chiado/ Carmo 2016, Arte na Esfera Pública, Arte Utopia e Metrópole, do qual participam artistas portugueses e brasileiros.

A obra faz referência ao imaginário europeu dos sec. XV e XVI quando as Américas eram idealizadas como o Éden terrestre.

A intervenção Jardim do Éden faz uma alegoria dessa noção de paraíso terrestre a partir do estereótipo da beleza e exotismo associados ao desconhecido, ao estrangeiro, ao outro.

As padronagens simples e exuberantes características do Chitão, ao serem aplicadas no piso da Capela-mor da igreja, criam a imagem de um jardim florido, multicolorido, exuberante.

A intervenção funciona como uma espécie de Refluxo poético.

Criou-se, assim, um jardim simbólico, um simulacro da exuberância e beleza estereotipadas do paraíso tropical.