Dicas de Livros

  • Uma das ilustrações de Babi Wrobel no livro.
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    Dica de livro: ‘Chagall — A invenção do artista’, de Leticia Binenbojm

Dica de livro: ‘Chagall — A invenção do artista’, de Leticia Binenbojm

Moishe Shagalov, conhecido como Marc Chagal I, superou a fome, a guerra e a perda precoce da esposa para se tornar um dos principais artistas do século XX.

Essa trajetória movimentada e improvável está em “Chagall — A invenção do artista”, uma biografia feita para os mais jovens, mas que pode ser lida por toda família.

O livro é narrado sob o ponto de vista de várias pessoas que o ajudaram: sua mãe, seu professor de desenho, sua esposa, sua irmã que tinha vontade de estudar e não podia.

A obra ainda aborda questões de identidade, já que o artista foi muito marcado por sua infância em um lugar religioso. Um universo que aparece em suas telas sob as formas de violinistas, sinagogas, casamentos e funerais.

Ilustrações

Para cada ilustração, me inspirei em duas ou três dele, para lembrar seus quadros sem fazer uma cópia — diz Babi Wrobel, a ilustradora — Quando a Leticia me chamou, fiquei apavorada, não sabia por onde começar.

Aos poucos, fui estudando sobre a vida dele, lendo os livros que ele escreveu, e comecei a me identificar.

Tem artistas que são mais polêmicos, politizados, enquanto ele falava sobre o amor. Ele queria despertar o que existia de mais divino mas pessoas.

‘Chagall — A invenção do artista’

Autora: Leticia Binenbojm

Ilustrações: Babi Wrobel

Editora: Quase Oito

 

Veja aqui a nossa dica de livro de setembro.

Para Ler: Dica de livro por Matias Brotas

Um jovem aspirante a poeta, indeciso entre a carreira literária e a militar, Franz Kappus trocou cartas com o escritor Rainer Maria Rilke, entre os anos de 1903 e 1908.

Tal constância dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e,  mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida.

Após a morte deste, portanto, os bilhetes repletos de conselhos de uma sabedoria avassaladora foram reunidos no livro Cartas a um Jovem Poeta, uma de suas obras mais significativas.

Embora escritas há mais de um século, as correspondências despertam reflexões sobre aspectos do século 21.

Entre as costumeiras dicas, algo como, “por isso, que fique registrado aqui, desde logo, um pedido meu; leia o mínimo possível de textos críticos e estéticos; ou são considerações parciais, petrificadas, que se tornaram destituídas de sentido em sua rigidez sem vida, ou são hábeis jogos de palavras; nos quais hoje uma visão sai vitoriosa, amanhã predomina a visão contrária”.

Sobre o escritor

Nascido em Praga, na República Tcheca, Rainer Maria Rilke (1875-1926) foi um dos grandes poetas de língua alemã no século 20. Rilke fez seus estudos nas universidades de Praga, Munique e Berlim e 1894 fez sua primeira publicação, uma coleção de versos de amor, intitulados Vida e canções (Leben und Lieder).

No Brasil, sua obra mais importante e conhecida é Cartas a um Jovem Poeta, publicado em 1929, após a morte de Rilke.

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Para Ler: Dica de livro por Andre Andrade

Segundo o artista Andre Andrade o livro é interessante para quem quer se aprimorar, crescer como pessoa e vencer na vida.

Quando o autor do livro, Dave Asprey, iniciou seu podcast Bulletproof Radio ele buscou influenciadores em uma variedade de disciplinas; de bioquímicos trabalhando em laboratórios desconhecidos até líderes de negócios mudando o mundo, além de mestres de mediação.

Os convidados de Dave Asprey se resumiam em pessoas com melhor desempenho no mundo, pessoas que mudaram suas áreas de estudo ou até mesmo foram pioneiras em campos totalmente novos.

Dave queria saber: o que eles tinham em comum? O que mais importava para eles?  E, por fim, ele perguntava para cada um deles; Quais são as suas três principais recomendações para pessoas que querem ter um desempenho melhor em ser humano?

Depois de analisar as respostas, ele descobriu que a sabedoria obtida dessas pessoas altamente bem sucedidas poderia ser resumida em três objetivos principais; encontrar maneiras de se tornar mais inteligente, mais rápido e mais feliz.

O Game Changers é o ponto culminante da imersão de anos de Dave nessas conversas; oferecendo 46 “leis” de alto desempenho apoiadas pela ciência que são um manual virtual de como melhorar a vida.

Domando o medo e a ansiedade para tomar melhores decisões; estabelecendo hábitos de alto desempenho e praticando gratidão e atenção plena.

Saiba mais sobre o autor:

Dave Asprey é um investidor e empresário do Vale do Silício, um biohacker profissional, e o criador do Café à prova de balas feito com manteiga. Ele é o anfitrião de Bulletproof Radio, um programa de rádio nacionalmente sindicado e podcast ranking # 1 com 50 milhões de downloads. Dave atua como presidente do Silicon Valley Health Institute. Ele também já escreveu cinco livros.

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Para Ler: Dica de livro por André Andrade

A obra Sanctuary: Britain’s Artists and their Studios é indicada pelo artista André Andrade. O livro oferece uma visão privilegiada dos estúdios e inspirações de quase 120 dos maiores artistas da Grã-Bretanha.

O elenco de artistas do Santuário engloba muitas maneiras diferentes de pensar e fazer arte. O livro, de grande formato, transborda fotografias especialmente encomendadas. São retratos, imagens no trabalho, locais de inspiração e entrevistas incisivas. Os artistas abrem suas mentes e também as portas dos estúdios.

É uma obra que  fala dos bastidores da vida profissional dos artistas e seus locais de trabalho. Inclui-se à obra suas mentes, suas metodologias e suas personalidades. A publicação conta com ideias, revelações e pensamentos sobre o mundo da arte moderna e a prática da arte contemporânea. Tal perspectiva proporciona uma noção vívida do que significa ser um artista trabalhando hoje.

O elenco estelar do livro conta com personagens como Frank Auerbach, Ron Arad, Banner Fiona, Peter Blake, Jake e Dinos Chapman, Martin Creed, Tracey Emin, Gilbert e George, Cornelia Parker, Grayson Perry, Paula Rego, Juergen Teller, Gavin Turk, entre outros.

Iwona Blazwick dá um A-Z de estúdios com um toque; O Studio Visitas, de Richard Cork, proporciona um passeio pessoal e vívido pelos estúdios de Francis Bacon, Lucian Freud, Bridget Riley e muito mais.

As anotações de campo de Tom Morton sobre a arte britânica no terceiro milênio são um esboço inteligente do mundo mais “selvagem” que todos os artistas habitam atualmente.

Sobre o autor

Hossein Amirsadeghi é um escritor, editor e documentarista, e a força motriz por trás de muitos livros, incluindo Sanctuary: Britain’s Artists e seus Studios, Art Studio America, Nordic Contemporary e Contemporary Art Mexico.

Dica de livro por André Andrade.

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Para Ler: Dica de livro por Agnaldo Farias

‘Dentro do Nevoeiro’, de Guilherme Wisnik

“Recomendo vivamente o livro ‘Dentro do Nevoeiro’, de Guilherme Wisnik, publicado pela UBU, editora de São Paulo. Guilherme é professor da FAUUSP de Arte e Arquitetura Contemporâneas e este livro, uma versão nada acadêmica da sua tese de doutorado, traz um estudo sobre um ângulo surpreendente da vida e cultura contemporânea. Wisnik escolhe alguns artistas e arquitetos contemporâneos – Olafur Eliasson, Francis Alys, Diller & Scofidio, Frank Ghery, entre outros, e, apontando e analisando seus denominadores comuns e suas particularidades, constrói um quadro que esclarece sobre a sensibilidade contemporânea. Embora formado em Arquitetura, Wisnik também escreve correntemente sobre música, artes plásticas e cinema”, conta Agnaldo.

Para Ler: Dica de livro por Manfredo de Souzanetto

BLEU, de Michel Pastoureau

“Estou lendo o livro ‘BLEU (azul), história de uma cor’ de Michel Pastoureau. O livro acompanha através da história como o azul, de desagradável para gregos e romanos, se tornou a cor preferida dos europeus e de quase todo o mundo. Muito interessante”, conta Manfredo.
Michel Pastoureau é um dos maiores especialistas na simologia das cores. Diretor de estudos na École Pratique des Hautes Études, onde ocupa a cátedra de História da Simbólica Ocidental, recebeu, em 2010, o Prémio Médicis para ensaio, com Les Couleurs de nos souvenirs. Publicou diversos estudos dedicados à história das cores, dos animais e dos símbolos, sendo autor de Bleu – Histoire d’une couleur e L’Étoffe du Diable – Une histoire des rayures et des tissus rayés, entre outros títulos.
O livro percorre mais de dois mil anos de um fenómeno deveras curioso: a forma como culturalmente se institucionalizou a cor azul e como se hierarquizou o seu valor estético e simbólico. O azul passou de uma cor marginal, insignificante – há quem admita até que no mundo greco-romano fora uma cor inexistente – até adquirir, desde século XII à atualidade – um estatuto imponente de gosto e preferência, em praticamente todo o mundo ocidental. Michel Pastoureau, o historiador, consegue, em mais de duzentas páginas, construir uma narrativa fascinante de descoberta (que vem desde o indigo e o pastel dos tintureiros) até à forma como, acima das diversas contingências histórico-sociais, se procurou encontrar uma simbologia existencial. Essa trajetória foi capaz de traduzir toda uma natureza enigmática e mística com que esta cor específica se implementou na construção cultural e social europeia.

Para Ler: Dica de livro por Claudia Melli

Mr. Gwyn, de Alessandro Baricco

Com delicadeza e humor, a obra possui uma narrativa que aos poucos ganha contornos de fábula. Jasper Gwyn, escritor de sucesso, decide abandonar a literatura à procura de uma questão mais essencial, que nem ele sabe ao certo, mas a necessidade de algo mais profundo o impele ao desconhecido. Aos poucos, deixando-se levar pelos sentimentos e auxiliado por companheiros cativantes, ele mergulha, e também leva junto o leitor, numa busca pelo poder transformador da palavra.

O livro de Alessandro Baricco – um dos escritores fundamentais da atual literatura italiana – leva a uma reflexão sobre a criação, o tempo, a amizade, o ver e o deixar-se ver. É também uma jornada ao núcleo fundamental da literatura, e uma amostra de como ela transforma cada um de nós.

Para Ler: Dica de livro por Orlando da Rosa Farya

O Pintassilgo, de Donna Tartt

A história tem por protagonista Theo Decker, um nova-iorquino, que sobrevive aos 13 anos a um ataque terrorista que vitima mortalmente a mãe. Desorientado, numa nova casa, numa escola onde tem colegas que o perseguem, refugia-se num quadro, a obra de Carel Fabritius, “O Pintassilgo”. Este romance é sobre a perda, o instinto de sobrevivência e a história de uma obsessão. O livro é vencedor do prêmio Pulitzer de Literatura. Mais de trinta semanas na lista de mais vendidos do New York Times.

Para Ler: Dica de livro por Celina Portella

“Todos os fogos o fogo” de Julio Cortázar

A coletânea traz oito contos do argentino Julio Cortázar, que no quadro mundial dos contistas modernos, ele é um dos maiores autores do gênero. O livro ‘Todos os fogos o fogo’, reúne oito histórias que são oito obras-primas do conto moderno. Nestas histórias – algumas simétricas, outras paralelas e simultâneas, estas tecidas por associações de ideias, aquelas contraponteando tempo e espaço, umas concêntricas e, assim, em oposição às evocativas, quando então a memória envereda por espiralados volteios – há que destacar, sempre, a força de persuasão do escritor. Persuasão que integra o leitor de tal modo na narrativa que o torna um seu participante, que o faz cúmplice do que lê e do que vive.
O contista argentino conquistou essa destacada posição em virtude do seu fazer literário repleto de inovações e, ainda, por sua extrema acuidade no surpreender os mais recônditos móveis dos atos humanos, as suas esquivas, misteriosas ou secretas causas.
Cortázar é um atento minucioso perquiridor do homem, vale dizer, da vida. A Descoberta do lado oculto das pessoas e dos imprevistos associados em cada situação vital – situação que jaz aparentemente tranquila em circunstâncias várias, umas banais, outras de exceção – constitui mesmo a matéria que trabalha e retrabalha em todas as páginas de seus contos envolventes e fascinantes.

Para Ler: Dica de livro por Nuno Ramos

Cassandra, de Christa Wolf, editado pela Estação Liberdade

“Li recentemente este livro e achei muito interessante, pois quero fazer uma performance que usa a tragédia grega ‘Antígona’, de Sófocles. O livro é um misto de ensaio e novela muito interessante.

Sobre o livro: Prisioneira de Agamenon frente aos portões de Micenas, Cassandra só tem algumas horas de vida antes que os guardas de Clitemnestra cheguem para levá-la. Começa, então, a repassar o que foi sua vida e seu destino. O monólogo criado pela escritora alemã Christa Wolf coloca em cena os conflitos interiores vividos por esta bela dramática personagem, figura mitológica da Guerra de Tróia. Cassandra, filha dos reis troianos Príamo e Hécuba, num discurso poético e exasperante, lembra sua infância no palácio de sua família, a dolorosa separação de seu pai, seu mergulho na loucura quando suas visões contradiziam as verdades palacianas, os sofrimentos durante a interminável guerra que assolava sua gente. Amada por Apolo, tinha o dom da profecia, porém, como não quis se entregar a ele, recebeu o castigo divino de que ninguém acreditaria em suas palavras.

As observações que ela vai tecendo, em diálogos imaginários, fluindo e refluindo no tempo, revelam as facetas da alma humana e do próprio homem acossado pela guerra. Cassandra enfrenta sua própria morte, prevista por ela mesma. Ela enfrenta com lucidez o medo que sente: “Mas quando foi que minha arrogância frente à dor se desfez? No começo da guerra, evidentemente. Desde que vi o medo dos homens: que era o medo diante da luta, senão medo da dor física? Seus truques extravagantes para negar o medo ou fugir da luta, diante da dor”.