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Para Ler: Dica de livro por Andre Andrade

Segundo o artista Andre Andrade o livro é interessante para quem quer se aprimorar, crescer como pessoa e vencer na vida.

Quando o autor do livro, Dave Asprey, iniciou seu podcast Bulletproof Radio ele buscou influenciadores em uma variedade de disciplinas; de bioquímicos trabalhando em laboratórios desconhecidos até líderes de negócios mudando o mundo, além de mestres de mediação.

Os convidados de Dave Asprey se resumiam em pessoas com melhor desempenho no mundo, pessoas que mudaram suas áreas de estudo ou até mesmo foram pioneiras em campos totalmente novos.

Dave queria saber: o que eles tinham em comum? O que mais importava para eles?  E, por fim, ele perguntava para cada um deles; Quais são as suas três principais recomendações para pessoas que querem ter um desempenho melhor em ser humano?

Depois de analisar as respostas, ele descobriu que a sabedoria obtida dessas pessoas altamente bem sucedidas poderia ser resumida em três objetivos principais; encontrar maneiras de se tornar mais inteligente, mais rápido e mais feliz.

O Game Changers é o ponto culminante da imersão de anos de Dave nessas conversas; oferecendo 46 “leis” de alto desempenho apoiadas pela ciência que são um manual virtual de como melhorar a vida.

Domando o medo e a ansiedade para tomar melhores decisões; estabelecendo hábitos de alto desempenho e praticando gratidão e atenção plena.

Saiba mais sobre o autor:

Dave Asprey é um investidor e empresário do Vale do Silício, um biohacker profissional, e o criador do Café à prova de balas feito com manteiga. Ele é o anfitrião de Bulletproof Radio, um programa de rádio nacionalmente sindicado e podcast ranking # 1 com 50 milhões de downloads. Dave atua como presidente do Silicon Valley Health Institute. Ele também já escreveu cinco livros.

Perdeu a última dica de […]

  • Mai-Britt
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    Mai-Britt Wolthers | ‘Composições’ | Genebra – Suíça | 17.01.19 a 02.03.19

Mai-Britt Wolthers | ‘Composições’ | Genebra – Suíça | 17.01.19 a 02.03.19

A artista Mai-Britt Wolther, dinamarquesa radicada no Brasil, abriu sua primeira exposição de 2019 na Galeria Espace L, em Genebra, na Suíça. A mostra traz um diálogo sobre composição e cor entre ela e o artista suíço Denis Jutzler. Ele faz trabalhos digitais elaborados através de fotos e impressos em papel.

As composições desses artistas, apesar de seus processos técnicos específicos, em última análise, resultam na criação de espaços fictícios. As composições de Mai-Britt são caracterizadas por um forte senso de fluidez entre os campos de cores que operam em dois níveis distintos: por um lado ela seduz o espectador através do uso de cor e uma infinidade de texturas de pintura; por outro, ela obriga o espectador a focar sua atenção em várias áreas menores e elementos dentro de suas composições. Essas narrativas são capturadas a partir de imagens originais de seus arquivos fotográficos.

Denis Jutzeler é um fotógrafo suíço que vive e trabalha em Genebra. “Composições”, sua mais recente série de obras, dá nome à exposição. Os trabalhos de Jutzeler são inspirados pela natureza. Ele sofre suas fotografias em um processo de transformação através de uma série de intervenções digitais. O fotógrafo cria as suas composições, uma nova variedade de plantas e flores, que são o assunto do trabalho dele.

Algumas de suas composições lembram um storyboard construído meticulosamente a partir de imagens compostas e equilibradas da flora indisciplinada. Jutzeler opera entre filme e fotografia; o senso de tempo que emerge de suas digitais é mais parecido para o primeiro que o posterior. Em suas obras, a multiplicidade de camadas às vezes se expande e, em outros, distorcem a imagem. Ele transforma tudo o que ele considera apropriado para alcançar um resultado desejado. O espectador […]

  • Celina Portella - _Braço dobrado_, Foto-objeto da série Dobras,
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    Celina Portella | Individual ‘Reunião-Celina Portella’ | Caixa Cultural São Paulo | 15.01.19 a 31.03.19

Celina Portella | Individual ‘Reunião-Celina Portella’ | Caixa Cultural São Paulo | 15.01.19 a 31.03.19

Celina Portella abriu a individual ‘Reunião-Celina Portella’ na Caixa Cultural São Paulo. A artista contou com uma seleção de seus trabalhos realizados ao longo dos últimos 10 anos de carreira.

Com curadoria de Daniela Labra, a exposição reúne 27 peças criadas entre 2009 e 2018; uma seleção de vídeos e fotografias, evidenciando a forma original e inusitada como ela vem operando no ambíguo campo do multimídia. Nos trabalhos, Celina busca explorar a relação com o corpo e o espaço, criando movimentos, imagens e gestos coreográficos.

Entre os destaques da mostra está o trabalho mais antigo, a videoinstalação Derrube (2009). Nele, Celina interage com seu duplo em escala real, e o conjunto de três vídeos Deságua (2014). A artista permeia o universo das artes plásticas e da dança, estabelecendo diálogos entre arquitetura, cinema, performance e, ultimamente, escultura.

Na série  Dobras (2017), a artista aborda as articulações do corpo e estabelece relações formais com o espaço expositivo. Nessa série, Celina toma partido da arquitetura da sala para sua instalação. São fotos de partes do corpo ampliadas em tamanho real e dobradas, como a obra ‘Braço dobrado’. Essas molduras têm um ângulo e acabam virando como se fossem uma escultura.

Na série Puxa (2015–2016), Celina Portella também extrapola o campo visual da moldura ou o limite visual determinado por ela. Desta forma, cria tensão entre as cordas representadas nas fotografias e aquelas que, de fato, ocupam o espaço real e se conectam materialmente ao espaço.

Em Fotonovela da opressão (2018), ela parte da experimentação e interação entre pintura e imagem para criar uma narrativa com seis fotografias. Sua retórica corporal parece reagir ao avanço da tinta sobre o vidro dos quadros.

Utilizando frequentemente o próprio corpo como objeto de experimentações, Celina caracteriza sua pesquisa nos campos da representação do corpo e sua relação com o espaço.

Saiba qual foi o […]

  • Instituto Iberê Camargo
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    Shirley Paes Lemes | ‘Da tradição à experimentação’ | Instituto Iberê Camargo | Porto Alegre – RS | 26.01.19 a 10.03.19

Shirley Paes Lemes | ‘Da tradição à experimentação’ | Instituto Iberê Camargo | Porto Alegre – RS | 26.01.19 a 10.03.19

Shirley Paes Leme participa da exposição ‘Da tradição à experimentação’, no Instituto Iberê Camargo, em Porto Alegre. A mostra apresenta um recorte da coleção de gravuras realizadas pelos residentes que por lá passaram no Ateliê de Gravura. Ela oferece ao público uma diversidade de obras gráficas, possibilitando-o experimentar o olhar e fazer suas próprias associações entre os artistas e suas respectivas imagens produzidas em diferentes técnicas da gravura em metal. A mostra, que segue até 10 de março, tem curadoria de Eduardo Haesbaert.

Sobre o ateliê de gravura

Iberê Camargo (1914-1994) praticou a técnica da gravura em metal desde os anos 1940. Em 1948, aprimorou-se neste campo de expressão artística na Calcografia Nazionale de Roma, durante sua residência de estudos na Europa. Nos anos 1960, a experimentação com a gravura foi muito intensa, sendo reconhecida internacionalmente na Bienal de Veneza de 1962. Até o ano de sua morte, Iberê alternava a prática da pintura com a de gravura.

Em 2001, a Fundação Iberê Camargo lança o projeto Artista Convidado do Ateliê de Gravura, coordenado por Eduardo Haesbaert; assistente e impressor de Iberê Camargo desde 1990. O ateliê, com equipamentos utilizados pelo artista em vida, é aberto à prática e à experimentação da gravura em metal. Artistas brasileiros e estrangeiros, com distintas trajetórias e formas de expressão – muitos deles sem nenhuma experiência com a gravura – experimentam e revelam suas poéticas em diversas técnicas, tais como: monotipia, plotagem, serigrafia, fotogravura e outras possibilidades gráficas, resultando sempre uma ou mais matrizes em metal, a partir das quais é realizada a edição. De 2001 a 2018, mais de 100 artistas já passaram pelo projeto.

Além de uma gravura de Shirley Paes Leme, a mostra conta com obras de nomes como Iberê Camargo, Amilcar […]

Para Ler: Dica de livro por André Andrade

A obra Sanctuary: Britain’s Artists and their Studios é indicada pelo artista André Andrade. O livro oferece uma visão privilegiada dos estúdios e inspirações de quase 120 dos maiores artistas da Grã-Bretanha.

O elenco de artistas do Santuário engloba muitas maneiras diferentes de pensar e fazer arte. O livro, de grande formato, transborda fotografias especialmente encomendadas. São retratos, imagens no trabalho, locais de inspiração e entrevistas incisivas. Os artistas abrem suas mentes e também as portas dos estúdios.

É uma obra que  fala dos bastidores da vida profissional dos artistas e seus locais de trabalho. Inclui-se à obra suas mentes, suas metodologias e suas personalidades. A publicação conta com ideias, revelações e pensamentos sobre o mundo da arte moderna e a prática da arte contemporânea. Tal perspectiva proporciona uma noção vívida do que significa ser um artista trabalhando hoje.

O elenco estelar do livro conta com personagens como Frank Auerbach, Ron Arad, Banner Fiona, Peter Blake, Jake e Dinos Chapman, Martin Creed, Tracey Emin, Gilbert e George, Cornelia Parker, Grayson Perry, Paula Rego, Juergen Teller, Gavin Turk, entre outros.

Iwona Blazwick dá um A-Z de estúdios com um toque; O Studio Visitas, de Richard Cork, proporciona um passeio pessoal e vívido pelos estúdios de Francis Bacon, Lucian Freud, Bridget Riley e muito mais.

As anotações de campo de Tom Morton sobre a arte britânica no terceiro milênio são um esboço inteligente do mundo mais “selvagem” que todos os artistas habitam atualmente.

Sobre o autor

Hossein Amirsadeghi é um escritor, editor e documentarista, e a força motriz por trás de muitos livros, incluindo Sanctuary: Britain’s Artists e seus Studios, Art Studio America, Nordic Contemporary e Contemporary Art Mexico.

Dica de livro por André Andrade.

Perdeu a dica de livro do mês de janeiro? Clique aqui para ver a […]

  • Suzana Queiroga | ‘Cartography for Peace’ | Galeria Sput&nik the Window | Porto – Portugal | 26.01.2019 até 16.03.2019
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    Suzana Queiroga | ‘Cartography for Peace’ | Galeria Sput&nik the Window | Porto – Portugal | 26.01.2019 até 16.03.2019

Suzana Queiroga | ‘Cartography for Peace’ | Galeria Sput&nik the Window | Porto – Portugal | 26.01.2019 até 16.03.2019

“Cartography for Peace“ é o título da nova exposição da artista plástica luso-brasileira, Suzana Queiroga, que será apresentada a partir do dia 26 de janeiro até 16 de março, na galeria Sput&nik the Window, no Porto, em Portugal. A mostra é um ensaio em papel livre, e inédito, com quase-modelos para obras tridimensionais, em grande escala, que irão tomar forma numa futura “escultura/instalação“.

Trata-se de uma obra-projeto que visa gerar uma pausa no espectador e reunir subjetividades em torno da paz, do conceito lato ou intrínseco, que habita em cada um de nós ou fora do ser coletivo. “É, a longo prazo, um projeto para ser realizado de diferentes formas em função das histórias e características de cada local, cidade e país”, define Suzana Queiroga.

Em “Cartography for Peace“, a artista explora ora mapas inventados, ora estuda as diferentes regiões, plantas citadinas e os tecidos urbanos, traduzindo-os em materiais como o papel, guache e recortes. Esta exposição partiu de um estudo sobre os sistemas e subsistemas citadinos, redes visíveis e invisíveis existentes nas metrópoles, sejam estas, redes de telecomunicações, de transportes, de eletricidade, de alimentação ou redes de histórias e pensamentos.

Tal como as cidades, enquanto organismos vivos e em constante mutação, também a obra de Suzana Queiroga, que estará na galeria Sput&nik the Window, traduz esta transformação e vontade de fuga. A ideia passa por conferir uma dimensão pública às suas obras de arte – algo que está bem patente no seu já vasto currículo artístico.

Nas palavras da artista, “Cartography for Peace“ dá assim o mote a uma obra futura que seja percepcionada em coletivo e que permita “instaurar um local de convívio, de relaxamento e de introspeção na forma de um mapa a ser caminhado, […]

  • Matias Mesquita | 'Intempéries Permanentes' | Referência Galeria de Arte | Brasília | de 08.12.18 a 23.02.19
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    Matias Mesquita | ‘Intempéries Permanentes’ | Referência Galeria de Arte | Brasília | de 08.12.18 a 23.02.19

Matias Mesquita | ‘Intempéries Permanentes’ | Referência Galeria de Arte | Brasília | de 08.12.18 a 23.02.19

O artista Matias Mesquita abriu exposição individual ‘Intempéries Permanentes’, na Referência Galeria de Arte, em Brasília. Na mostra, que tem curadoria de Cinara Barbosa, Mesquita dá continuidade à sua pesquisa com materiais de construção, estruturais e arquitetônicos, ampliando o leque de suportes possíveis para receber sua pintura.

Na exposição, ele agrega à sua produção novos materiais como: chapas de alumínio, caixas de ferro, placas de concreto e de terra vermelha do Cerrado, blocos de concreto, de tijolos e de alvenaria. A matéria-prima opera como indício de nossa realidade urbana, destrinchando sua condição social, massificada e industrial.

É na imersão contemplativa dentro do cotidiano corriqueiro que Matias Mesquita encontra a primeira força motriz para o desenvolvimento de seus trabalhos. A livre associação de situações do dia a dia gera imagens e reflexões que começam a dar contorno às ideias e ao conceito das obras.

No contraste entre as delicadas pinceladas e a brutalidade dos suportes, justaposição que ora funciona como complemento simbólico, ora como jogo de opostos, transmuta-se a poética essencial do trabalho do artista. Rompem-se, portanto, os limites que delimitam a fronteira entre a instalação, a escultura e a pintura para percebermos a vertente de um trabalho híbrido.
A curadora Cinara Barbosa acompanha a produção de Matias Mesquita desde 2016. Ela afirma que o processo de construção desta mostra partiu do interesse e da expertise do artista em pintura sobre materiais diversos.

Segundo a curadora, existe a preocupação em apresentar pelo menos a trajetória de um processo que já se encontra em outras etapas, mas em que se podem conferir as nuances dessa origem e dos novos apontamentos da pesquisa. “Ao longo de dois anos, desenvolvemos uma serie de interlocuções pensando em projetos de exposição. Muitas questões foram discutidas […]

  • Sandro Novaes | TRATO | Matias Brota arte contemporânea | Vitória | até 20 de janeiro
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    Sandro Novaes | TRATO | Matias Brota arte contemporânea | Vitória | até 20 de janeiro

Sandro Novaes | TRATO | Matias Brota arte contemporânea | Vitória | até 20 de janeiro

O capixaba Sandro Novaes expõe cerca de 30 obras na Matias Brotas arte contemporânea

O artista, que reside na Espanha, expõe pela primeira vez na galeria. A mostra segue para visitação gratuita até 20 de janeiro
Últimos dias para conferir a exposição ‘Trato’ do artista visual capixaba e bacharel em artes plásticas, Sandro Novaes. Selecionado recentemente pelo diretor cultural, Paulo Herkenhoff, para o acervo do Museu de Arte do Rio (MAR), Sandro, que reside na Espanha, expõe cerca de 30 obras em sua primeira individual na Matias Brotas arte contemporânea, em Vitória. A mostra está aberta ao público até dia 20 de janeiro de 2019 e conta com texto crítico do professor do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), João Wesley de Souza.

A exposição é fruto de uma análise de sua produção artística como consequência de uma investigação prática e teórica sobre o desenho. Um caminho intenso, marcado por tentativas, experimentações, descobrimentos e rupturas que foram de enorme valor para chegar a importantes resultados. São trabalhos em diferentes suportes e visualidades, que buscam discutir questões relativas à apreensão do tempo, e a espacialidade tendo como princípio investigativo a linguagem do desenho a partir de sua forma mais característica e tradicional: lápis sobre papel, que aqui se desdobram para o espaço real e se apresentam como desenhos, esculturas, instalações, objetos, entre outros.

“A exposição é a consequência de uma análise de minha produção artística como resultado de uma investigação prática e teórica sobre o desenho. Um caminho intenso, marcado por tentativas, experimentações, descobrimentos e rupturas que foram de enorme valor para chegar a importantes efeitos”, explica o artista Sandro Novaes.

O trabalho é feito com a prática do desenho na contemporaneidade. Na ocasião, são apresentados […]

Para Ler: Dica de livro por Agnaldo Farias

‘Dentro do Nevoeiro’, de Guilherme Wisnik

“Recomendo vivamente o livro ‘Dentro do Nevoeiro’, de Guilherme Wisnik, publicado pela UBU, editora de São Paulo. Guilherme é professor da FAUUSP de Arte e Arquitetura Contemporâneas e este livro, uma versão nada acadêmica da sua tese de doutorado, traz um estudo sobre um ângulo surpreendente da vida e cultura contemporânea. Wisnik escolhe alguns artistas e arquitetos contemporâneos – Olafur Eliasson, Francis Alys, Diller & Scofidio, Frank Ghery, entre outros, e, apontando e analisando seus denominadores comuns e suas particularidades, constrói um quadro que esclarece sobre a sensibilidade contemporânea. Embora formado em Arquitetura, Wisnik também escreve correntemente sobre música, artes plásticas e cinema”, conta Agnaldo.

  • José Bechara | 'Um raio todos os dias' | Carlos Carvalho Arte Contemporânea | Lisboa, Portugal |17.11.18 a 12.01.19
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    José Bechara | ‘Um raio todos os dias’ | Carlos Carvalho Arte Contemporânea | Lisboa, Portugal |17.11.18 a 12.01.19

José Bechara | ‘Um raio todos os dias’ | Carlos Carvalho Arte Contemporânea | Lisboa, Portugal |17.11.18 a 12.01.19

O artista José Bechara abriu sua individual ‘Um Raio Todos os Dias’ na Carlos Carvalho Arte Contemporânea, em Lisboa, Portugal.

A exposição, que segue até 12 de janeiro, reúne trabalhos do artista produzidos a partir de 2017 e 2018 e também inclui alguns inéditos. O conjunto é formado por cerca de 20 pinturas de grande, médio e pequeno formatos, muitas das quais produzidas com recurso ao processo habitual do artista: a intervenção de acrílico e oxidação de emulsões metálicas sobre lona usada de caminhão.

Nesta nova fase de trabalhos, José Bechara alarga o campo de pesquisa sobre o desenho, a pintura, a escultura e a instalação ao construir obras quase imersivas e expansivas que estendem a linha, a superfície, o plano a outras possibilidades, reconfigurando o espaço expositivo da galeria.

A exposição apresenta também uma instalação inédita de grande escala, produzido a partir da ordenação no espaço arquitetónico de vidros planos e uma variedade de objetos em madeira, papel cartão, outros elementos metálicos e eventualmente mármore. O uso desta multiplicidade de materiais propõe uma discussão sobre fronteiras e géneros das linguagens visuais fazendo colidir práticas oriundas das experiências escultórica, pictórica e gráfica. Situar o trabalho entre fronteiras, chamar atenção para uma permanente oscilação entre gêneros constitui matéria fundamental nas investigações de Bechara.

É esta impertinência e transitoriedade do seu trabalho que o artista transpõe para a própria existência:
“Tudo é frágil em meu trabalho que contém esforço e dificuldades para emergir, assim como nós, indivíduos humanos. Embora possam parecer nascer de operações brutais os trabalhos podem quebrar-se, despencar de diferentes alturas, desfazer-se por uma perturbação inesperada do espaço ao redor. Minha geometria hesita. Ora aparece, ora desaparece. Falha, portanto, como falhamos. Esforça-se, como nos esforçamos para existir.”