Notícias

  • De Sangue e Ossos | Exposição Coletiva | Matias Brotas | 22.03.18 a 04.05.18
    Permalink Gallery

    De Sangue e Ossos | Exposição Coletiva | Matias Brotas | 22.03.18 a 04.05.18

De Sangue e Ossos | Exposição Coletiva | Matias Brotas | 22.03.18 a 04.05.18

Matias Brotas abre primeira exposição de 2018 ‘ De Sangue e Ossos’

A coletiva, que tem curadoria de Isabel Portella, abre ao público dia 22 de março com uma seleção de 38 obras de 14 artistas contemporâneos.

A exposição que abre o calendário de 2018 da Matias Brotas arte contemporânea traz à Vitória 14 artistas e 38 obras inéditas no Estado. Com curadoria de Isabel Portella, a coletiva “De Sangue e Ossos”, nos remete a pensar o corpo e o espaço no mundo contemporâneo. As obras questionam estruturas, ossos e esqueletos que sustentam e organizam, mas também trazem o corpo vivo, produtivo de sensações e afetos. Se os artistas selecionados emocionam com suas propostas pessoais, suas poéticas, talvez haja um denominador comum que os mantem despertos. Talvez um mesmo sangue corra em suas veias, um fluido de liberdade criadora que impulsiona gerando o prazer.

A exposição contempla uma seleção de diferentes suportes artísticos, de instalações a vídeos, objetos e fotografia. Adrianna Eu, Antonio Bokel, Carla Chaim, Ana Paula Oliveira, Nino Cais, Anna Bella Geiger, Celina Portella, Ana Hortides, Lara Felipe, Ana Teixeira, Vanderlei Lopes, Suzana Queiroga, Zé Carlos Garcia e Renato Bezerra de Mello ocuparão a galeria em um diálogo provocativo em torno da pergunta: Que espaços ocupamos no mundo?

De sangue e ossos
Que espaço ocupamos nesse mundo?

Que poderes tomaram de assalto a vida e penetraram todas as esferas da existência mobilizando-as inteiramente?

Mal sabemos onde está o poder e onde estamos nós. O Poder já não se exerce desde fora, de cima, mas sim como que por dentro ele pilota nossa vitalidade social. Daí a extrema dificuldade em resistir.

O corpo, que ocupa lugar nesse mundo, sofre atualmente um superinvestimento. Hoje, o eu é o corpo e a subjetividade […]

Ciclo de Cursos Matias Brotas arte contemporânea

Matias Brotas lança novo projeto Ciclo de Cursos em torno da arte

Seguindo seu propósito de aproximar o público da arte, a Matias Brotas arte contemporânea, em seus 12 anos de existência, se valeu de diversas ações para tornar a relação do espectador com a obra de arte o mais próximo e natural possível. Além de exposições de artistas que se apresentam na cena nacional e internacional da arte contemporânea, conversas com artistas, curadores e críticos, palestras, visitas a ateliês, participação em feiras, a galeria foi pioneira em lançar no estado o primeiro ‘Clube do Colecionador’, em 2013. E no último ano também ampliou a experiência do colecionador através do projeto ‘Arte &…’, que criou uma conexão da arte com outros segmentos como mercado econômico, moda, dança.

Todas essas propostas visam apresentar ao público o vasto universo da arte, para além das relações de consumo ou de status. Uma relação que se estabelece em outra ordem, a do sensível, do indizível, uma espécie de mistério, que adentra e modifica o universo particular de cada um que se propõe esse mergulho. 
E para este ano, a Matias Brotas arte contemporânea coloca em campo um novo projeto: a formação do público através do ‘Ciclo de Cursos’ de curta duração em arte. Com um cronograma, sob a coordenação pedagógica do artista e professor da UFES Lincoln Dias, os temas propostos tratam de arte moderna, contemporânea e dos espaços museológicos e expositivos pelo mundo.

O lançamento da programação de cursos aconteceu na galeria com palestra inaugural ‘O que é arte contemporânea?’ com Fernando Cocchiarale, crítico de arte e curador do MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que com sua vasta experiência falou sobre a arte e suas questões na […]

  • Suzana Queiroga | Miradouro | Paço Imperial | Rio de Janeiro | 21.03.18 a 27.05.18
    Permalink Gallery

    Suzana Queiroga | Miradouro | Paço Imperial | Rio de Janeiro | 21.03.18 a 27.05.18

Suzana Queiroga | Miradouro | Paço Imperial | Rio de Janeiro | 21.03.18 a 27.05.18

Suzana Queiroga abre exposição Miradouro no Paço Imperial (RJ)

A artista plástica Suzana Queiroga abre no dia 21 de março sua exposição Miradouro, com obras recentes e inéditas, que ocuparão três salas do segundo andar do Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em uma área total de 300 m2.

Com curadoria de Raphael Fonseca, serão apresentados cerca de quinze trabalhos em grandes dimensões, dentre pinturas, esculturas, instalações e vídeos, que mostram a pesquisa da artista sobre o tempo, a paisagem e a cartografia. A exposição também terá uma parte documental, com diversos estudos, mapas, pesquisas e o processo de trabalho da artista no ateliê. A mostra comemora os dez anos do projeto “Velofluxo”, em que a pesquisa de Queiroga sobre a cartografia, as cidades, os fluxos e o tempo, culminou com voos no balão Velofluxo, criado pela artista, em que a experiência do voo foi compartilhada com o público no CCBB de Brasília, em 2008. Para este ano, a artista também tem uma exposição programada na Cassia Bomeny Galeria, em Ipanema.

“A exposição traz ao público algo da variedade de mídias com as quais Suzana tem trabalhado. Há trabalhos na linguagem da pintura, área na qual seu trabalho foi inicialmente institucionalizado nos anos 1980 e o qual pesquisa sistematicamente. Há trabalhos realizados na linguagem mais próxima ao desenho e à pesquisa de diferentes materialidades de papel. E há também, por fim, trabalhos em vídeo que exploram a relação entre a documentação da paisagem e sua exploração por meio do desenho e da pintura”, conta o curador Raphael Fonseca.

As obras da exposição se relacionam entre si e o percurso da mostra foi criado de forma a aproximar o público. Logo na entrada, estará uma […]

  • Vanderlei Lopes | Instalação ‘Domo’ | Capela do Morumbi | São Paulo | 11.11.17 a 15.04.18
    Permalink Gallery

    Vanderlei Lopes | Instalação ‘Domo’ | Capela do Morumbi | São Paulo | até 15.04.18

Vanderlei Lopes | Instalação ‘Domo’ | Capela do Morumbi | São Paulo | até 15.04.18

Vanderlei Lopes expõe instalação inédita ‘Domo’ na Capela do Morumbi, no Museu da Cidade de São Paulo

A obra inédita ‘Domo’, do artista Vanderlei Lopes, está em exposição na Capela do Morumbi, construção tombada do século XVII no Museu da Cidade de São Paulo. A instalação fica no local para visitação até 15 abril de 2018.

O trabalho apresenta um domo e sua torre, com diâmetro de 4 metros por 9,5 metros de comprimento, pesando 5 toneladas. Tombado no chão em diagonal no interior da sala principal da capela, foi construído em barro, madeira e ferro. Na sala lateral, duas mesas apresentam anotações e reflexões em papéis diversos, fundidos em bronze e pintados com guache, grafite e lápis de cor. Trata-se de uma inversão em que “grande obra” surge de modo ambíguo, tombada como ruína, enquanto sobre as mesas, os esboços de caráter diverso são apresentados perpetuados em bronze.

Domo é uma estrutura de teto presente em diversas culturas. Esse elemento arquitetônico confere solenidade, poder e importância às construções que encima. Sua relação com as “esferas celestes” acrescenta dimensões sagradas a essas edificações. Para a construção de “Domo”, Vanderlei criou uma base de doze faces, número que remete ao ideal de perfeição e às diversas formas de estruturação, adotadas pela humanidade para organização do tempo como, por exemplo, as doze horas do relógio, do dia ou da noite, doze meses do ano, etc.

O “Domo” da Capela do Morumbi é uma escultura de fragmento arquitetônico ideal. Foi construído a partir de elementos baseados em tipologias gótico/renascentistas. A escolha dos materiais tem o intuito de produzir fricção entre o imaginário solene que o domo evoca, e um repertório arcaico, terreno, a que o barro remete.

Construído em escala monumental e […]

Para Ler: Dica de livro por Adrianna EU

“Louise Bourgeois: Destruição do Pai, Reconstrução do Pai” (Cosac Naify, 2001)

“Eu costumava ir a uma livraria perto de minha casa, escolher um ou mais livros, me sentar em uma poltrona, e ficar ali, até que minhas angustias melhorassem. Era o ano de 2005, eu estava estudando arte e produzindo meus primeiros trabalhos. Um dia, senti uma solidão profunda, uma sensação de não pertencer a nada, não saber de nada, não querer mais nada. Eu passei a mão pelos livros expostos na bancada como que pedindo socorro. Parei em um aleatoriamente. Na capa o retrato de uma senhora, que apoiava suas mãos na cabeça e possuía uma expressão enigmática, mas que para mim parecia naquele momento, que se sentia como eu. A senhora da capa era Louise Bourgeois, e por mais que o segurança me olhasse, visto que já estava ali a horas, eu não conseguia parar de lê-la ali mesmo. Louise falava uma língua que era para mim mais íntima que meu próprio idioma. A cada página eu ia me descobrindo, como que aquele livro pudesse saber mais de mim que eu mesma. Quando um encontro dessa ordem se dá, você sente algo alargando dentro de você, como um rio que cobre as margens na cheia da maré.

Esse livro é: “Destruição e reconstrução do pai”. São diários escritos desde os doze anos de idade, entrevistas dadas, e escritos da incrível artista franco-americana (1911-2010). E foi esse livro que me levou a no mesmo ano ir conhece-la. E foi esse livro que levei comigo, e voltou dedicado por ela”.

  • Celina Portella | Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) | Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB | Belo Horizonte -MG | 19.01.18 a 19.03.18
    Permalink Gallery

    Celina Portella | Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) | Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB | Belo Horizonte -MG | 19.01.18 a 19.03.18

Celina Portella | Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) | Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB | Belo Horizonte -MG | 19.01.18 a 19.03.18

Celina Portella é uma das artistas convidadas a compor o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte e que esse ano traz o tema “A arte eletrônica na época disruptiva”.
A mostra, que está em sua 18ª edição e tem curadoria de Ricardo Barreto e Paula Perissinotto, traz pesquisas e projetos de arte contemporânea eletrônica produzidos por artistas de diversos países. Celina Portella apresenta sua instalação ‘Vídeo-Bolela’ que confunde realidade e ficção.

Composta por uma TV e um mecanismo que atira bolas de gude, a instalação faz com que as bolinhas lançadas na tela por dois meninos desapareçam do quadro para ir em direção ao espaço expositivo físico, espalhando-se no espaço próximo ao público e dando continuidade à cena no plano material. Enquanto o vídeo busca uma representação fiel da realidade, seu desdobramento fora da tela busca reproduzir a imagem. O dispositivo criado pela artista burla o olhar do espectador, confundindo sua percepção, criando interfaces com “novos espaços” e articulando realidade material e o mundo da virtualidade. Este projeto foi desenvolvido através do Edital de Apoio à Pesquisa e Criação Artística 2011 da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.

Assim como Celina, outros 18 artistas que participam da mostra também propõem rupturas no conceito clássico de ir ao museu. E esse é diferencial d Festival, criar um ambiente expositivo para o visitante ter à sua disposição obras que possibilitam a interação, a imersão e a vivência em seus conteúdos.
A exposição DISRUPTIVA traz uma mostra de como os artistas atualmente estão produzindo obras no contexto disruptivo, proporcionando ao visitante acesso à imersão nas novas tecnologias, à interação com as novas mídias, a produções artísticas que […]

  • Antonio Bokel | Ver Rever | Centro Cultural Correios | RJ | 24.01.18 à 18.03.18
    Permalink Gallery

    Antonio Bokel | Ver Rever | Centro Cultural Correios | RJ | 24.01.18 à 18.03.18

Antonio Bokel | Ver Rever | Centro Cultural Correios | RJ | 24.01.18 à 18.03.18

O artista Antonio Bokel abriu sua nova individual ‘Ver Rever’ no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. A mostra, que fica em cartaz até dia 18 de março e tem curadoria de Vanda Klabin, apresenta mais de 30 obras, entre pinturas, esculturas e instalações.

A temática dos ciclos da vida atravessa a mostra: morte e renascimento são abordagens constantes. Elementos geométricos, como o círculo, também são recorrentes e a repintura de telas antigas deixa clara a intenção do artista de revisitar caminhos percorridos.

Texto crítico de Vanda Klabin:
Observa-se nas obras de Antonio Bokel um constante cruzamento entre a arte e o tecido da vida urbana, como partes constitutivas do seu universo simbólico. Recorre a essa experiência da cidade como sequências existenciais – ali constrói o seu espaço referencial, ali parece inventar um território, ali pretende constituir uma extensão estética e espacial em uma dimensão mais ampla.

Nessa zona de interseção, está presente uma capacidade de improvisação poética a partir da assimilação dos mais variados materiais e suportes, tais como objetos enigmáticos, utensílios urbanos, inserção de letras, jogos de palavras ou fragmentos literários, que transitam nas pinturas murais, nas superfícies das telas, nas fotografias, nas esculturas ou nas instalações espaciais. Mas é na sua pintura que encontramos os acordes do seu campo de ação, indicativos de uma força integradora de suas inquietudes estéticas, ao equilibrar cores, formas e volumes em um mosaico de pinceladas rítmicas que trazem à tona as assimetrias do mundo.

Nesse conturbado território, o artista evoca uma reflexão sobre o espaço urbano contemporâneo. A sua produção artística não é um fenômeno isolado no ateliê, mas realiza a sua inscrição no mundo, em uma esfera pública, ao corporificar sua emergência nos muros da cidade – ambos […]

Programe-se: Principais eventos de arte em 2018

FEVEREIRO
Arco Madrid – 37ª edição
De 21 a 25 de fevereiro
Este ano com a participação de 211 galerias de 29 países, a feira vai tratar sobre o tema ‘Futuro’. A Arco Madrid é uma feira internacional de arte contemporânea que se realiza anualmente em Madrid, Espanha, e caracteriza-se por apoiar o desenvolvimento de um mercado de arte do país, e também de impulsionar a prática do colecionismo de arte contemporânea.

MARÇO
Art Basel Hong Kong – 6ª edição
De 29 a 31 de março
Edição da Art Basel na Ásia. A feira reúne obras de todo o mundo, mas sem dúvidas trouxe visibilidade para o continente asiático, já que metade das galerias participantes são da região. A mostra oferece uma visão aprofundada da diversidade do continente através de material histórico e obras de ponta de artistas estabelecidos e emergentes.

ABRIL
SP-Arte – 14ª edição
11 a 15 de abril de 2018
São Paulo – Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera
A SP-Arte – Festival Internacional de Arte de São Paulo – se estabelece mais e mais como dinâmica plataforma de intercâmbio cultural e artístico entre curadores, colecionadores, artistas, renomadas galerias, obras e admiradores das artes. Dessa forma, firma-se como tradutora da produção atual, a nova e a já consagrada, além de promover a profissionalização do mercado criativo no Brasil. Nos dias de evento, a arte moderna e contemporânea ocupa lugar central em debates e criações, que se estendem por toda cidade de São Paulo.

MAIO
Art New York – International Contemporary Modern Art Fair
De 3 a 6 de maio
O evento proporciona uma nova alternativa para a aquisição de importantes obras nunca antes expostas de ambos os mercados primário e secundário. A feira recebe colecionadores experientes e novas arte que estão olhando para experimentar, uma apresentação rica […]

  • Adrianna EU | 2ª TRIO Bienal | Jardim Botânico | Rio de Janeiro | 17.12.17 a 17.03.2018
    Permalink Gallery

    Adrianna EU | 2ª TRIO Bienal | Jardim Botânico | Rio de Janeiro | 17.12.17 a 17.03.2018

Adrianna EU | 2ª TRIO Bienal | Jardim Botânico | Rio de Janeiro | 17.12.17 a 17.03.2018

Com a obra ‘Pesca Seca’, Adrianna EU é umas das artistas que apresenta seu trabalho na 2ª Trio Bienal – Bienal Tridimencional Internacional do Rio de Janeiro, que expõe obras de cerca de 50 artistas brasileiros e internacionais em dois lugares da cidade carioca, na Cidade das Artes, ícone arquitetônico do Rio, que leva a assinatura do francês Christian de Portzamparc, e também no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que pela primeira vez em sua história bicentenária, recebe uma exposição de arte contemporânea em seu Arboreto, abrindo o ano de comemorações de seus 210 anos.

Em sua segunda edição, a TRIO bienal, que apresenta obras em variados suportes, porém sempre tridimensionais, sendo a única em seu perfil entre as bienais do mundo, reúne obras de diferentes artistas de diversas partes do mundo, para falar de um momento de crise sistêmica, hoje principalmente de bases humanistas e democráticas no âmbito das liberdades de expressão e direitos individuais.

Sob o tema “Vestir o Mundo!”, o curador Alexandre Murucci conclama os artistas a mostrarem que o sentimento de vestir o mundo, significa vestir compromissos, vestir anseios, vestir os elementos essenciais de nossa existência, de nossa relação com o mundo, com um planeta em conflito, em perigo, em urgências que nos exigem um posicionamento perante responsabilidades diárias.

A mostra é dividida em 3 módulos relacionados a elementos da natureza – vistos por seus coeficientes simbólicos: “Ar” – representando a cultura, o saber, a história e nosso zelo pelo Passado. A herança do humano; “Água” – que representa as forças atávicas da natureza, nosso compromisso com o Futuro; e “Terra” – que representa o espírito, a força telúrica que rege o Presente, em todas as formas […]

Para Ler: Dica de livro por Ana Paula Oliveira

“Esculpir o tempo – Andrei Tarkovski”, editora Martins Fontes.
“O meu mais fervoroso desejo sempre foi o de conseguir me expressar nos meus filmes, de dizer tudo com absoluta sinceridade, sem impor aos outros os meus pontos de vista. No entanto, se a visão de mundo transmitida pelo filme puder ser reconhecida por outras pessoas como parte integrante de si própria, como algo a que nada, até agora, conseguiria dar expressão, que maior estímulo para o meu trabalho eu poderia desejar? Este livro amadureceu durante todo o período em que minhas atividades profissionais estiveram suspensas…Seu principal objetivo é ajudar-me a descobrir os rumos da minha trajetória em meio ao emaranhado de possibilidades contidas nesta nova e extraordinária forma de arte em essência, ainda tão pouco explorada para que nela eu possa encontrar a mim mesmo, com plenitude e independência”.
Andrei Tarkovski
Sobre o autor:
Andrei Tarkovski (Rússia, 1932 – França, 1986) Filho do poeta russo Arseni Tarkovski, autor de muitos dos poemas recitados em seus filmes. Tarkovski ganhou proeminência internacional com seu primeiro longa-metragem, A infância de Ivan, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1962, e, desde então, a expressão poética e a originalidade de seus filmes conquistaram um público criativo por todo o mundo. De 1962 a 1986, fez sete filmes aclamados pela crítica, entre eles Solaris, O espelho e O sacrifício. Escreveu sobre sua concepção da sétima arte em ‘Esculpir o tempo’.