Celina Portella é uma das artistas selecionadas para 2ª edição de “Frestas – Trienal de Artes”, que acontece até dezembro, no Sesc Sorocaba, São Paulo.

Com o tema “Entre Pós-Verdades e Acontecimentos”, entre projetos comissionados, performances, residências artísticas, intervenções urbanas e trabalhos feitos exclusivamente para a internet, a Trienal tem curadoria de Daniela Labra, e apresenta cerca de 160 obras, projetos de 60 artistas contemporâneos, de 13 países e diferentes gerações, questionando as ambiguidades formais e conceituais presentes nas artes e as duvidosas verdades dos discursos midiáticos cotidianos.

Celina Portella apresenta a obra ‘Público’ (2017), uma videoinstalação interativa no qual a artista instaura a possibilidade de um novo campo relacional com os visitantes, estabelece um jogo intrincado que concilia e acumula múltiplas dimensões.

A trienal, idealizada pela equipe do Sesc, busca promover o intercâmbio entre artistas locais, regionais e internacionais, estimular pesquisas e estudos sobre a arte contemporânea e ainda proporcionar o acesso a variadas formas de manifestação cultural no interior de São Paulo, em um movimento de descentralização dos polos de arte contemporânea. Além da exposição, em uma área de 2.300 m2 construída no Sesc Sorocaba, Frestas ocupa ainda outros espaços da cidade, com instalações e intervenções em ruínas históricas, estabelecimentos comerciais, outras instituições, terrenos e espaços públicos de grande circulação.

“A proposta curatorial aponta caminhos para refletir acerca da impossibilidade de definir Verdade e Real, tanto nas narrativas políticas globais, sustentadas por redes de memes, falsos profetas e populismos midiáticos, como também na arte, cujas certezas sobre sua natureza academicamente regrada começa a ruir nas primeiras vanguardas Modernas no final do Século XIX”, diz a curadora geral, que tem Yudi Rafael como curador assistente desta edição de Frestas.

Além da mostra com mais de 160 obras, a programação da Trienal traz também conferências internacionais, debates, oficinas, vivências, espetáculo de teatro e show musical. Explorando premissas como: ambiguidades formais e transdisciplinaridade, temporalidades e registros, performatividade, questões de gênero e sexualidade, artisticidade e crítica social.

Sobre a curadora
Nascida no Chile, em 1974, Daniela Labra se mudou com a família para o Brasil ainda criança. Curadora independente e crítica de arte, é Pós-doutora em Estéticas da Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desenvolve projetos de curadoria, escrita crítica e pesquisa na área de artes visuais, com ênfase na produção contemporânea, e atua principalmente com temas ligados à arte brasileira contemporânea, performance arte e história social e produção cultural do Sul global. Em parceria com a Galeria Vermelho, de São Paulo, Labra desenvolveu, em 2005, o projeto inicial da VERBO – Mostra de Performance Arte e tem entre as principais curadorias o Festival Performance Presente Futuro, Oi Futuro, RJ (2008-2010), o Festival Performance Arte Brasil, MAM-RJ (2011), a exposição “Depois do Futuro”, EAV – Parque Lage, RJ (2016), e “Das Virgens em Cardumes e da Cor das Auras”, no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, RJ (2016-17). Foi professora de Teoria e Arte Contemporânea na EAV – Parque Laje, no Rio de Janeiro, e de 2014 e 2016, colaborou como crítica de artes plásticas no jornal O Globo. Atualmente, reside e trabalha entre o Rio de Janeiro e Berlim.