Celina Portella abriu a individual ‘Reunião-Celina Portella’ na Caixa Cultural São Paulo. A artista contou com uma seleção de seus trabalhos realizados ao longo dos últimos 10 anos de carreira.

Com curadoria de Daniela Labra, a exposição reúne 27 peças criadas entre 2009 e 2018; uma seleção de vídeos e fotografias, evidenciando a forma original e inusitada como ela vem operando no ambíguo campo do multimídia. Nos trabalhos, Celina busca explorar a relação com o corpo e o espaço, criando movimentos, imagens e gestos coreográficos.

Entre os destaques da mostra está o trabalho mais antigo, a videoinstalação Derrube (2009). Nele, Celina interage com seu duplo em escala real, e o conjunto de três vídeos Deságua (2014). A artista permeia o universo das artes plásticas e da dança, estabelecendo diálogos entre arquitetura, cinema, performance e, ultimamente, escultura.

Na série  Dobras (2017), a artista aborda as articulações do corpo e estabelece relações formais com o espaço expositivo. Nessa série, Celina toma partido da arquitetura da sala para sua instalação. São fotos de partes do corpo ampliadas em tamanho real e dobradas, como a obra ‘Braço dobrado’. Essas molduras têm um ângulo e acabam virando como se fossem uma escultura.

Na série Puxa (2015–2016), Celina Portella também extrapola o campo visual da moldura ou o limite visual determinado por ela. Desta forma, cria tensão entre as cordas representadas nas fotografias e aquelas que, de fato, ocupam o espaço real e se conectam materialmente ao espaço.

Em Fotonovela da opressão (2018), ela parte da experimentação e interação entre pintura e imagem para criar uma narrativa com seis fotografias. Sua retórica corporal parece reagir ao avanço da tinta sobre o vidro dos quadros.

Utilizando frequentemente o próprio corpo como objeto de experimentações, Celina caracteriza sua pesquisa nos campos da representação do corpo e sua relação com o espaço.

Saiba qual foi o livro que a artista recomendou aos leitores do blog.