O Clube do Colecionador Matias Brotas fomenta o colecionismo, aproxima o público da arte contemporânea, bem como incentiva a produção artística brasileira.

A #04 edição do Clube do Colecionador da Matias Brotas arte contemporânea coincide com os dez anos da galeria. Uma década dedicada à difusão da arte contemporânea, a defender e a levar ao público capixaba uma parcela significativa da sensibilidade e da expressão mais ousada da produção artística atual. Dentro dessa linha de atuação, o Clube do Colecionador é um programa destinado a oferecer ao público, a cada edição, um conjunto reduzido mas de alta qualidade de obras múltiplas, isto é, obras com tiragens, de alguns dos artistas mais relevantes do nosso panorama, seja ele emergente ou responsável por uma trajetória consolidada. O fato de que cada obra tenha uma edição de 15 exemplares, facilita o acesso ao público, faz com que ele vá se familiarizando com os rumos poéticos da nossa produção artística, conviva com a arte do seu tempo.

Alinhado com os princípios que norteiam esse programa, convidou-se quatro artistas importantes pelo caráter experimental e diversidades de suas pesquisas. Dois deles, José Bechara e José Spaniol, possuem uma trajetória sólida, firmada ao longo dos anos 1990, com exposições individuais e coletivas em âmbito nacional e internacional, com obras em importantes  coleções, públicas e privadas. Andrea Brown e Raphael Bianco, por sua vez, despontaram em anos recentes mas já ultrapassaram o ponto em que eram identificados como promessas passando a serem acompanhados com atenção crescente.

Agnaldo Farias
Curador da #04 edição Clube do Colecionador da Matias Brotas arte contemporânea

Matias Brotas - Clube Colecionador - Edição #04

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Edição #04

Clube do Colecionador Matias Brotas | Edição #04 | José Bechara | Mininova
José Bechara

O carioca José Bechara trouxe-nos um trabalho diferenciado, um desvio dos seus procedimentos habituais. Desde o princípio sua poética destacou-se pelo processo de produção, sua compreensão da arte como arena viva, na qual cabe a ele direcionar, cadenciar, apressar, alterar o rumo das forças em confronto. Quais forças? No caso particular de uma de suas séries de pinturas, o artista toma lonas de caminhão, algumas delas usadas, carregadas de vestígios de ações anteriores, e deita sobre elas, isolada ou combinadamente, mantas de palha de aço, emulsão de cobre, aço, carbono, entre outros materiais. Feito isso ele as molha provocando a oxidação do material e, simultaneamente, a corrosão e coloração dos tecidos. Dessa vez, utilizando um papel Canson denso, com gramatura entre 300 e 400 gramas, com formato de 25 X 30 cm, o artista irá carimbar listras horizontais de emulsão ferrosa. Não se pode controlar o processo de oxidação, de tal modo que se pode prever que embora resultantes do mesmo processo, cada obra será diferente da outra. Cada qual celebrará a seu modo a relação íntima e invisível da estrutura íntima do metal com a água e a temperatura.

Título: “Mininova”

Técnica: oxidação de emulsão ferrosa sobre papel (papel Fabriano 300g, 100% algodão)

Dimensão: 30cm x 35,5cm

Clube do Colecionador Matias Brotas | Edição #04 | Raphael Bianco | Sem Título
Raphael Bianco

Raphael Bianco, o artista capixaba extraiu do espectro variado de sua produção um conjunto de 15 desenhos de aves (sim, o artista não copiou um mesmo desenho, preferiu realizar toda uma série deles), mais precisamente periquitos-rei ou, como são nomeados pela ornitologia, Eupsittula aurea. A referência à designação científica dessas aves deve-se ao fato de que ela é mais coerente com o apuro realista com que o artista as representa, uma qualidade própria as miradas dos cientistas naturalistas mais virtuosos. Porém, o que torna o conjunto intrigante é que, além das poses desencontradas, cheias de energia de cada um deles, todos estão pousados num varal de roupa e não em galhos de plantas ou ambientações vegetais. Trata-se de aves urbanas, pode-se dizer que deslocadas de seu habitat natural. Mais do que isso, essa aves nasceram de uma chamada telefônica dos pais do artista, quando este vivia em São Paulo, contando-lhe encantados sobre as aves selvagens pousadas no parapeito da varanda da casa onde moravam. Para Raphael restou sonhar o acontecimento, preencher com sua imaginação o varalzinho pendurado bem em frente da janela de seu quarto.

“Sem Título”

Técnica: Lápis de cor e grafite 0.5 sobre papel com fibra de algodão

Dimensão: 21cm x 29,7cm

Clube do Colecionador Matias Brotas | Edição #04 | Andrea Brown | Geometria
Andrea Brown

A carioca Andrea Brown retomou a respeitável linhagem da abstração geométrica que, entre nós, levou o nome de Concretismo a partir dos anos 1950, prolongou-se pelo Neoconcretismo nas passagem da década seguinte, para estender-se até o presente. A particularidade de sua leitura resume no modo como embaralha os termos, apresentando-nos uma peça que, podendo ser definida como relevo de parede, tem também as características de um desenho, o que é garantido pela trama de metal grosso, com seção quadrada, toda ela pintada de preto; de pintura, patente nos blocos planos branco acinzentados; e arquitetura, seja pelo emprego do concreto, como também pelo fato da volumetria de cada um deles sugerir uma maquete, um diagrama construtivo. O refinamento dessa artista expressa-se no desdobramento do trabalho em várias camadas. Nesse sentido, aliada a ideia de precisão derivada das bordas e linhas verticais, horizontais e diagonais do metal e do cimento, surpreende a sutil, impalpável presença da sombra, opondo leveza e mistério à clareza enfática, material, do conjunto.

Título: “Geometria”

Técnica: Ferro e cimento.

Dimensão: 38cm x 37cm x 6cm

Clube do Colecionador Matias Brotas | Edição #04 | José Spaniol | Lousa
José Spaniol

O gaúcho radicado em São Paulo, José Spaniol, trouxe uma fotografia que é o registro de um desenho elaborado sobre uma placa plana de ardósia, com as bordas semelhantes a moldura de uma pintura. O artista sabe bem que nossas ações variam consoante o material sobre o qual elas incidem, e que o material demanda instrumentos e técnicas com os quais ele tem maior afinidade. Ardósia remete as lousas das salas de aula de nossos avós, não por acaso chamadas de “pedra”. Sobre ela, predominantemente, o giz branco, embora outras cores estivessem disponíveis e também oferecessem um lindo contraste com o preto da pedra. O artista sacou o giz branco, um giz de cera azul e um outro avermelhado, cuidando em não encerar a ardósia, para que ela acusasse todos os seus movimentos, desenhos, rabiscos, textos, raciocínios. Para que ela, impregnada, não permitisse que tudo aquilo que aflorou na sua superfície, fosse apagado. Enfim, para que ela incorporasse mais nitidamente o tempo. O resultado são esboços de uma ou mais instalações das que vem chamando a atenção do público que o acompanha; instalações nas quais os objetos mais familiares, camas, mesas e cadeiras, como que flutuam, ficam de cabeça prá baixo, subvertem a lógica convencional em troca de uma lógica próxima a dos sonhos.

Título: “Lousa”

Técnica: Fotografia

Dimensão: 45cm x 30 cm

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Bianco, Brown, Bechara e Spaniol - por Agnaldo Farias

A #04 edição do Clube do Colecionador da Matias Brotas Arte Contemporânea coincide com os dez anos da galeria. Uma década dedicada à difusão da arte contemporânea, a defender e a levar ao público capixaba uma parcela significativa da sensibilidade e da expressão mais ousada da produção artística atual. Dentro dessa linha de atuação, o Clube do Colecionador é um programa destinado a oferecer ao público, a cada edição, um conjunto reduzido mas de alta qualidade de obras múltiplas, isto é, obras com tiragens, de alguns dos artistas mais relevantes do nosso panorama, seja ele emergente ou responsável por uma trajetória consolidada. O fato de que cada obra tenha uma edição de 15 exemplares, facilita o acesso ao público, faz com que ele vá se familiarizando com os rumos poéticos da nossa produção artística, conviva com a arte do seu tempo.

Alinhado com os princípios que norteiam esse programa, convidou-se quatro artistas importantes pelo caráter experimental e diversidades de suas pesquisas. Dois deles, José Bechara e José Spaniol, possuem uma trajetória sólida, firmada ao longo dos anos 1990, com exposições individuais e coletivas em âmbito nacional e internacional, com obras em importantes coleções, públicas e privadas. Andrea Brown e Raphael Bianco, por sua vez, despontaram em anos recentes mas já ultrapassaram o ponto em que eram identificados como promessas passando a serem acompanhados com atenção crescente.

Começando por Raphael Bianco, o artista capixaba extraiu do espectro variado de sua produção um conjunto de 15 desenhos de aves (sim, o artista não copiou um mesmo desenho, preferiu realizar toda uma série deles), mais precisamente periquitos-rei ou, como são nomeados pela ornitologia, Eupsittula aurea. A referência à designação científica dessas aves deve-se ao fato de que ela é mais coerente com o apuro realista com que o artista as representa, uma qualidade própria as miradas dos cientistas naturalistas mais virtuosos. Porém, o que torna o conjunto intrigante é que, além das poses desencontradas, cheias de energia de cada um deles, todos estão pousados num varal de roupa e não em galhos de plantas ou ambientações vegetais. Trata-se de aves urbanas, pode-se dizer que deslocadas de seu habitat natural. Mais do que isso, essa aves nasceram de uma chamada telefônica dos pais do artista, quando este vivia em São Paulo, contando-lhe encantados sobre as aves selvagens pousadas no parapeito da varanda da casa onde moravam. Para Raphael restou sonhar o acontecimento, preencher com sua imaginação o varalzinho pendurado bem em frente da janela de seu quarto.

A carioca Andrea Brown retomou a respeitável linhagem da abstração geométrica que, entre nós, levou o nome de Concretismo a partir dos anos 1950, prolongou-se pelo Neoconcretismo nas passagem da década seguinte, para estender-se até o presente. A particularidade de sua leitura resume no modo como embaralha os termos, apresentando-nos uma peça que, podendo ser definida como relevo de parede, tem também as características de um desenho, o que é garantido pela trama de metal grosso, com seção quadrada, toda ela pintada de preto; de pintura, patente nos blocos planos branco acinzentados; e arquitetura, seja pelo emprego do concreto, como também pelo fato da volumetria de cada um deles sugerir uma maquete, um diagrama construtivo. O refinamento dessa artista expressa-se no desdobramento do trabalho em várias camadas. Nesse sentido, aliada a ideia de precisão derivada das bordas e linhas verticais, horizontais e diagonais do metal e do cimento, surpreende a sutil, impalpável presença da sombra, opondo leveza e mistério à clareza enfática, material, do conjunto.

O carioca José Bechara trouxe-nos um trabalho diferenciado, um desvio dos seus procedimentos habituais. Desde o princípio sua poética destacou-se pelo processo de produção, sua compreensão da arte como arena viva, na qual cabe a ele direcionar, cadenciar, apressar, alterar o rumo das forças em confronto. Quais forças? No caso particular de uma de suas séries de pinturas, o artista toma lonas de caminhão, algumas delas usadas, carregadas de vestígios de ações anteriores, e deita sobre elas, isolada ou combinadamente, mantas de palha de aço, emulsão de cobre, aço, carbono, entre outros materiais. Feito isso ele as molha provocando a oxidação do material e, simultaneamente, a corrosão e coloração dos tecidos. Dessa vez, utilizando um papel Canson denso, com gramatura entre 300 e 400 gramas, com formato de 25 X 30 cm, o artista irá carimbar listras horizontais de emulsão ferrosa. Não se pode controlar o processo de oxidação, de tal modo que se pode prever que embora resultantes do mesmo processo, cada obra será diferente da outra. Cada qual celebrará a seu modo a relação íntima e invisível da estrutura íntima do metal com a água e a temperatura.

O gaúcho radicado em São Paulo, José Spaniol, trouxe uma fotografia que é o registro de um desenho elaborado sobre uma placa plana de ardósia, com as bordas semelhantes a moldura de uma pintura. O artista sabe bem que nossas ações variam consoante o material sobre o qual elas incidem, e que o material demanda instrumentos e técnicas com os quais ele tem maior afinidade. Ardósia remete as lousas das salas de aula de nossos avós, não por acaso chamadas de “pedra”. Sobre ela, predominantemente, o giz branco, embora outras cores estivessem disponíveis e também oferecessem um lindo contraste com o preto da pedra. O artista sacou o giz branco, um giz de cera azul e um outro avermelhado, cuidando em não encerar a ardósia, para que ela acusasse todos os seus movimentos, desenhos, rabiscos, textos, raciocínios. Para que ela, impregnada, não permitisse que tudo aquilo que aflorou na sua superfície, fosse apagado. Enfim, para que ela incorporasse mais nitidamente o tempo. O resultado são esboços de uma ou mais instalações das que vem chamando a atenção do público que o acompanha; instalações nas quais os objetos mais familiares, camas, mesas e cadeiras, como que flutuam, ficam de cabeça prá baixo, subvertem a lógica convencional em troca de uma lógica próxima a dos sonhos.

Como se vê, dessa vez, o Clube do Colecionador mais do que oferecer trabalhos de qualidade indiscutível, oferece ao público a incorporação de obras que reúnem algumas das questões candentes da produção artística contemporânea.

Agnaldo Farias
Curador da #04 edição Clube do Colecionador Matias Brotas arte contemporânea

O Clube do Colecionador Matias Brotas | edição #04

Data/ Local Lançamento:

  • Será lançado na ArtRio, dia 28/09/2015 às 17h00 no stand V3 da Matias Brotas Arte Contemporânea, Armazém 4 | RJ

Artistas da edição #04  | 2016/17:

  • José Bechara
  • Raphael Bianco
  • Andrea Brown
  • José Spaniol

Contrapartida para colecionadores:

  • Palestras:
    • Encontro com os artistas da #04 edição
  • Cartão Fidelidade com benefícios exclusivos em estabelecimentos parceiros.
  • Convites para vernissages e eventos da galeria.
  • Convites para cursos oferecidos pela galeria.

Valor do clube: 12 parcelas de R$ 1.200,00 ou com 5% de desconto à vista

Serão apensa 15 participantes que receberão as obras trimestralmente e poderão adquirir sua cota diretamente aqui.

O Sobre os artistas da edição #04

Começando por Raphael Bianco, o artista capixaba extraiu do espectro variado de sua produção um conjunto de 15 desenhos de aves (sim, o artista não copiou um mesmo desenho, preferiu realizar toda uma série deles), mais precisamente periquitos-rei ou, como são nomeados pela ornitologia, Eupsittula aurea. A referência à designação científica dessas aves deve-se ao fato de que ela é mais coerente com o apuro realista com que o artista as representa, uma qualidade própria as miradas dos cientistas naturalistas mais virtuosos. Porém, o que torna o conjunto intrigante é que, além das poses desencontradas, cheias de energia de cada um deles, todos estão pousados num varal de roupa e não em galhos de plantas ou ambientações vegetais. Trata-se de aves urbanas, pode-se dizer que deslocadas de seu habitat natural. Mais do que isso, essa aves nasceram de uma chamada telefônica dos pais do artista, quando este vivia em São Paulo, contando-lhe encantados sobre as aves selvagens pousadas no parapeito da varanda da casa onde moravam. Para Raphael restou sonhar o acontecimento, preencher com sua imaginação o varalzinho pendurado bem em frente da janela de seu quarto.

A carioca Andrea Brown retomou a respeitável linhagem da abstração geométrica que, entre nós, levou o nome de Concretismo a partir dos anos 1950, prolongou-se pelo Neoconcretismo nas passagem da década seguinte, para estender-se até o presente. A particularidade de sua leitura resume no modo como embaralha os termos, apresentando-nos uma peça que, podendo ser definida como relevo de parede, tem também as características de um desenho, o que é garantido pela trama de metal grosso, com seção quadrada, toda ela pintada de preto; de pintura, patente nos blocos planos branco acinzentados; e arquitetura, seja pelo emprego do concreto, como também pelo fato da volumetria de cada um deles sugerir uma maquete, um diagrama construtivo. O refinamento dessa artista expressa-se no desdobramento do trabalho em várias camadas. Nesse sentido, aliada a ideia de precisão derivada das bordas e linhas verticais, horizontais e diagonais do metal e do cimento, surpreende a sutil, impalpável presença da sombra, opondo leveza e mistério à clareza enfática, material, do conjunto.

O carioca José Bechara trouxe-nos um trabalho diferenciado, um desvio dos seus procedimentos habituais. Desde o princípio sua poética destacou-se pelo processo de produção, sua compreensão da arte como arena viva, na qual cabe a ele direcionar, cadenciar, apressar, alterar o rumo das forças em confronto. Quais forças? No caso particular de uma de suas séries de pinturas, o artista toma lonas de caminhão, algumas delas usadas, carregadas de vestígios de ações anteriores, e deita sobre elas, isolada ou combinadamente, mantas de palha de aço, emulsão de cobre, aço, carbono, entre outros materiais. Feito isso ele as molha provocando a oxidação do material e, simultaneamente, a corrosão e coloração dos tecidos. Dessa vez, utilizando um papel Canson denso, com gramatura entre 300 e 400 gramas, com formato de 25 X 30 cm, o artista irá carimbar listras horizontais de emulsão ferrosa. Não se pode controlar o processo de oxidação, de tal modo que se pode prever que embora resultantes do mesmo processo, cada obra será diferente da outra. Cada qual celebrará a seu modo a relação íntima e invisível da estrutura íntima do metal com a água e a temperatura.

O gaúcho radicado em São Paulo, José Spaniol, trouxe uma fotografia que é o registro de um desenho elaborado sobre uma placa plana de ardósia, com as bordas semelhantes a moldura de uma pintura. O artista sabe bem que nossas ações variam consoante o material sobre o qual elas incidem, e que o material demanda instrumentos e técnicas com os quais ele tem maior afinidade. Ardósia remete as lousas das salas de aula de nossos avós, não por acaso chamadas de “pedra”. Sobre ela, predominantemente, o giz branco, embora outras cores estivessem disponíveis e também oferecessem um lindo contraste com o preto da pedra. O artista sacou o giz branco, um giz de cera azul e um outro avermelhado, cuidando em não encerar a ardósia, para que ela acusasse todos os seus movimentos, desenhos, rabiscos, textos, raciocínios. Para que ela, impregnada, não permitisse que tudo aquilo que aflorou na sua superfície, fosse apagado. Enfim, para que ela incorporasse mais nitidamente o tempo. O resultado são esboços de uma ou mais instalações das que vem chamando a atenção do público que o acompanha; instalações nas quais os objetos mais familiares, camas, mesas e cadeiras, como que flutuam, ficam de cabeça prá baixo, subvertem a lógica convencional em troca de uma lógica próxima a dos sonhos.

A Matias Brotas arte contemporânea - por Sandra Matias

A própria concepção da Matias Brotas Arte Contemporânea se confunde com uma obra de arte. No início era uma ideia. Aos poucos foi ganhando forma, volume e, em um terreno vazio, surgiu um prédio que vai abrigar outras ideias, obras de arte e muitos talentos. Foi um longo tempo de viagens, pesquisas, estudo e dedicação apaixonada, para que cada detalhe fizesse a diferença. Por isso a galeria é única no Estado, inspirada em espaços cosmopolitas de grandes cidades. É um lugar para expor, refletir e compartilhar toda a essência da arte.

Trazer para o Espírito Santo é um sonho. Ou melhor, já é realidade.

Sandra Matias

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