A Matias Brotas arte contemporânea está com as inscrições abertas para o Curso 03, o último de 2018 do projeto ‘Ciclo de Cursos’. Para fechar o cronograma, a galeria receberá quatro professores para tratar do tema “Arte, Arquitetura e Cidade’. O curso abordará no seu todo as tensões entre concepções artísticas contemporâneas e seus respectivos espaços expositivos, partindo do princípio de que o significado das obras se constrói no atrito com as condições materiais e institucionais de sua exibição. Para tanto, examina experiências artísticas específicas instauradas em museus, bienais, espaços a céu aberto, ambientes urbanos e espaços à deriva

O #Curso3 da Matias Brotas inicia no dia 06 de novembro e tem a primeira aula com o crítico de arte e curador Agnaldo Farias que falará sobre “O que faz dos museus de hoje tão diferentes, tão estranhos, eventualmente tão acolhedores?”. Segundo Agnaldo, desde a inauguração da célebre sede nova-iorquina do Museu Guggenheim, em 1959, obra de Frank Lloyd Wright, a relação dos artistas com arquitetos ficou um tanto azedada, com os primeiros acusando os segundos de quererem concorrer com as obras expostas. Com o Guggenheim de Bilbao, em 1997, obra de Frank Gehry, a situação senão piorou, pelo menos deixou claro a importância crescente dos arquitetos numa curiosa associação entre produção cultural e economia. A situação tem muitos desdobramentos, tanto no âmbito interno da relação entre arte e arquitetura, quanto na relação da arquitetura com a economia. “No que se refere ao primeiro ponto, a relação entre arte e arquitetura, edificações recentes propõem questões fascinantes. É o caso do Museu do Século XXI, de Kanazawa, obra do escritório japonês, SANAA, da Fundação Louis Vuitton, também do canadense Frank Gehry, a nova ala do MoMA de NY, de autoria do escritório norte americano Diller Scofidio + Renfro, a adaptação do Grand Palais, de Paris, de responsabilidade do grupo francês, LAN”, explica ele.

Agnaldo Farias é professor da FAUUSP e indicado para ser o curador da Bienal de Coimbra de 2019. Foi Curador Geral do Instituto Tomie Ohtake (2000/2012) e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000), e Curador de Exposições Temporárias do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1990/1992). Foi Curador Geral da 29a Bienal de São Paulo (2010), da Representação Brasileira da 25a. Bienal de São Paulo (1992) e Curador Adjunto da 23a. Bienal de São Paulo (1996). Também foi Curador Internacional da 11a. Bienal de Cuenca, Equador (2011) e do Pavilhão Brasileiro da 54a. edição da Bienal de Veneza (2011).

No dia 13 de novembro, a professora Eliana Kuster é a convidada a falar sobre “Quando a obra se torna maior do que o homem”. A aula trata das cidades nas artes e as artes na cidade. “Investigaremos, juntos, por onde elas se atravessam, como se influenciam e de que maneira dialogam. É a partir do século XIX que o urbano se torna um tema para as artes. Como essa representação evoluiu e que cidade ela nos mostra a cada momento é o que veremos ao longo dessa aula”, explica Eliana.

Eliana é arquiteta, doutora em Planejamento Urbano, professora titular do Ifes e professora convidada da École de Hautes Études en Sciences Sociales, EHESS, Paris. Tem por tema de pesquisa as representações culturais sobre a urbanidade.

Na terça do dia 20 de novembro, é a vez da professora Raquel Garbelotti falar sobre ‘Arte nos Espaços Urbanos’. A aula tratará na noção da categoria escultura atrelada a ideia de monumento, assim como os desdobramentos de projetos de arte contemporânea que envolvem a escala urbana, por estudos de caso como o do Projeto Escultura de Munster.

Raquel Garbelotti é artista visual e doutora em Artes pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP. Participou de exposições, como a 8a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2011; 7a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2009; 25a Bienal de São Paulo, 2002; Panorama da Arte Brasileira, São Paulo, 2001 e 26a Bienal de Pontevedra, 2000. É Professora de linguagens tridimensionais do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo.

Para fechar o ciclo, Cláudia França ministrará a última aula no dia 27 de novembro sobre ‘Espaços íntimos→públicos em arte contemporânea’. O curso trabalha com os temas “arte e cotidiano” e as “escritas de si”. Consideram-se algumas práticas em territórios híbridos e de fronteira, em que o [eu-meu] mescla-se ao [nós-nosso], e, assim, tensionam as noções de público e privado. Manifestações contemporâneas em espaços expositivos (convencionais e alternativos) são examinadas à luz de temas como a intimidade, a domesticidade e a autobiografia.

Cláudia França é artista visual, doutora em Artes pela UNICAMP, mestre em Artes Visuais pela UFRGS, bacharel em Artes Plásticas pela UFMG. Trabalha com instalações, desenhos e objetos, expondo regularmente em cidades do eixo sudeste/sul. Seu interesse em pesquisa acadêmica está no Desenho Contemporâneo e em Processos de Criação. É Professora Associada de Desenho na Graduação em Artes Visuais da UFES. Trabalhou como docente na Graduação em Artes Visuais e na Pós-Graduação em Artes pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

As aulas do #Curso3 acontecem às terças-feiras de novembro, sempre das 19h às 22h. Para saber mais, acesse o link no site da MBac, o http://www.matiasbrotas.com.br/cursos/ , onde as inscrições podem ser feitas.