Matias Brotas abre exposição do acervo com novos artistas e visitas guiadas para ampliar a experiência com a arte

Matias Mesquita e Ana Paula Oliveira passam a integrar o time da galeria que já conta com nomes como José Bechara, Antonio Bokel, Mai-Britt Wolthers, Andrea Brown, Shirley Paes Leme, José Spaniol. A Mostra abre no dia 08 de dezembro e segue para visitação até 10 de fevereiro de 2018.

Uma vez por ano a Matias Brotas arte contemporânea coloca seu acervo em exposição com o objetivo de levar novas experiências aos colecionadores e apreciadores da arte, reunindo obras de seu time de artistas. Nomes como José Bechara, Antonio Bokel, Mai-Britt Wolthers, Andrea Brown, Shirley Paes Leme, José Spaniol, Suzana Queiroga, Lara Felipe, Raphael Bianco, além dos novos artistas Matias Mesquita e Ana Paula Oliveira, compõem a mostra do acervo, com mais de 20 obras de diferentes suportes, da pintura à escultura, fotografia. A exposição abre ao público no dia 08 de dezembro e segue até 10 de fevereiro de 2018. 
Diferente dos outros anos, nesta exposição, o visitante vivenciará uma experiência única, pois as visitas serão agendadas e guiadas, ou seja, será uma viagem pelo acervo, com um guia falando sobre cada obra, a história e carreira de cada artista que compõe a mostra. Segundo a galerista Lara Brotas, essa ideia das visitas agendadas busca oferecer ao colecionador ou quem deseja iniciar no colecionismo, uma experiência maior com a arte contemporânea e um conhecimento mais profundo sobre cada obra, a técnica artística e sobre o seu criador.

Uma das obras em destaque na exposição é a ‘Contenção em Bloco’ de Matias Mesquita, novo artista que passa a fazer parte do portfólio da Matias Brotas. É uma obra híbrida de caráter pictórica e escultural, onde a imagem funde-se a materialidade da peça, num aparente contraste que funciona como complemento simbólico. Imagens realistas de céus e nuvens são pintadas sobre placas de concreto de diferentes tamanhos e formas.  A representação fiel de fotografias tomadas pelo artista do céu de Brasília, com sua característica luminosidade e arquitetura de nuvens, ao ser registrada em material tão alheio às tradições artísticas, mas tão presente à vida urbana, gera uma situação de estranheza e fria sedução. Esse instante efêmero, capturado e reproduzido pictoricamente, parece fixado, preso no concreto, como um lembrete de sua beleza frágil, de sua provisória memória e inexorável passagem do tempo.

Uma escultura de vidro e ninho metalizado, que compõe uma série de três trabalhos da artista mineira Ana Paula Oliveira também se destaca logo na entrada da exposição. Com o título ‘Ninho para se ter…’, a série traz trabalhos em vidro com corte a laser e ninho de pássaros metalizados encaixados ou pendurados. Dois processos opostos que se completam à geometria do corte e à manufatura do ninho. “Os dois dizem respeito à arquitetura, a linhas “perfeitas” do corte e o emaranhado “perfeito” do ninho. Dois contrários juntos iguais. Um segura o outro”, explica a artista. 
 
Falando sobre Ana Paula Oliveira, a trajetória da artista é pontuada pela criação de instalações que nascem a partir da tensão entre atração e repulsa e entre estabilidade e desequilíbrio. O resultado visual causa uma mescla de estranhamento e interesse, que sempre desperta o olhar e a aproximação.

Uma obra de Andrea Brown chamada ‘Sombra’ também compõe a exposição. É uma peça única em três ângulos feita a partir da sombra de uma cadeira usando elementos da cadeira. A obra “2 + 2 = 5”de Antonio Bokel, trazida especialmente para a galeria também chama atenção na mostra. A obra mostra a relação do homem com a natureza, “da falta de controle, da entrega, de quem não estamos no controle e sim a natureza”, explica Bokel.

Também faz parte da mostra a escultura “Descanso da sala’ de José Spaniol, uma cadeira gigante de madeira, que a galeria trouxe para Vitória para compor o ambiente Casa Galeria, das arquitetas Juliana Vervloet do Amaral e Roberta Toledo, na Casa Cor, e que de lá passa a fazer parte do acervo da Matias Brotas.

Além de quadros da série ‘Aquela Mata’, trabalhos do artista Raphael Bianco também compõem à mostra como a série ‘Jardim Suspenso’, que são parte de uma investigação da memória, uma busca por imagens que se revelam fluidas, fugidias, inesperadas e estranhamente familiares. Trabalhos esses que nascem sem esboço, através da aplicação de camadas de tinta acrílica sobre uma base em óxido de ferro, num fluxo que, a um só tempo, revela e oculta, embaralhando figuras, luzes, sombras, onde tudo é permeável e em constante transformação. 

Os visitantes também vão conferir novos trabalhos da artista dinamarquesa Mai-Britt Wolthers, além de obras de Suzana Queiroga, Shirley Paes Leme, Lara Felipe e outros artistas.

A Mostra do acervo também expõe a 4ª edição do Clube do Colecionador da Matias Brotas. Com curadoria do crítico de arte Agnaldo Farias, o clube convidou quatro importantes artistas pelo caráter experimental e diversidade de suas pesquisas: Andrea Brown, José Bechara, José Spaniol e Raphael Bianco, que produziram quinze múltiplos inéditos. Qualquer pessoa pode fazer parte do clube e as cotas são limitadas a 15 membros nessa edição. Ainda dá tempo de participar. Mais informações sobre pelo site matiasbrotas.com.br/clubecolecionador.

Exposição do Acervo Matias Brotas arte contemporânea
De 08 de dezembro de 2017 a 10 de fevereiro de 2018
Local: Avenida Carlos Gomes de Sá, 130, Vitória. (subida da Maternidade Santa Úrsula). Tel: (27)3327-6966.
Horário de funcionamento – Terça a sexta – das 10h às 19h e sábado das 10h às 15h. Necessário agendado prévio para visita guiada.
Entrada franca