A Matias Brotas acaba de trazer mais um artista para o seu time de peso. O artista gaúcho radicado em São Paulo, José Spaniol, foi selecionado pelo curador Agnaldo Farias, a integrar o time de artistas da #4 edição do Clube do Colecionador da Matias Brotas arte contemporânea.


O artista participou da coletiva “a última casa a última paisagem” em 2007 na Matias Brotas arte contemporânea juntamente com outros artistas como Andrea Brown, Bob Wolfenson, Brigida Baltar, Carmela Gross, Cassio Vasconcelos, Daniel Senise, Dora Longo Bahia, Francisco Faria, Georgia Kyriakakis, José Bechara, José Spaniol, rafael Assef, Ribens Mano e Fernando Augusto. A mostra teve curadoria de Agnaldo Farias. Pinturas, fotografias, desenhos, instalações, esculturas e maquetes trouxeram a público uma gama insuspeitada de significados do binômio CASA – PAISAGEM.

José Spaniol tem obras em coleções como Museu de Arte Moderna de São Paulo (M.A.M.), Museu de Arte Contemporânea da U.S.P., Instituto Cultura Itaú (SP), Fundação Edson Queiroz (Fortaleza-CE), Coleção do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty, Brasília –DF), entre outros. Atualmente é professor do Instituto de Artes da UNESP em São Paulo. No início da carreira, o artista utiliza objetos cotidianos, e estabelece uma troca entre a função utilitária e a poética. Desde os anos 1990, explora a relação entre suas obras com arquitetura e espaços expositivos. Desde então, já realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.
 
Especialmente para a 4ª edição do Clube do Colecionador da Matias Brotas, José Spaniol criou uma fotografia que é o registro de um desenho elaborado sobre uma placa plana de ardósia, com as bordas semelhantes a moldura de uma pintura. Segundo o curador do Clube, Agnaldo Farias, o artista sabe bem que nossas ações variam consoante o material sobre o qual elas incidem, e que o material demanda instrumentos e técnicas com os quais ele tem maior afinidade. Ardósia remete a lousas das salas de aula de nossos avós, não por acaso chamadas de “pedra”. O artista sacou o giz branco, um giz de cera azul e um outro avermelhado, cuidando em não encerar a ardósia, para que ela acusasse todos os seus movimentos, desenhos, rabiscos, textos, raciocínios. Para que ela, impregnada, não permitisse que tudo aquilo que aflorou na sua superfície, fosse apagado. Enfim, para que ela incorporasse mais nitidamente o tempo. O resultado são esboços de uma ou mais instalações das que vem chamando a atenção do público que o acompanha; instalações nas quais os objetos mais familiares, camas, mesas e cadeiras, como que flutuam, ficam de cabeça pra baixo, subvertem a lógica convencional em troca de uma lógica próxima a dos sonhos.

Foto: Christina Rufatto