Aquarelas, telas, esculturas com diferentes técnicas fazem parte da seleção da Matias Brotas Arte Contemporânea para ArtRio Fair.

A Matias Brotas arte contemporânea participa pela primeira vez da ArtRio Fair 2015, que acontece entre os dias 09 e 13 de setembro, na Píer Mauá. A galeria estará no stand V13, localizado no Armazém 4. Matias Brotas selecionou três artistas da nova geração para a feira internacional.

Artistas da nova geração em ávida produção. Essa é a aposta da Galeria Matias Brotas Arte Contemporânea, que leva para seu stand da ArtRio  obras de Raphael Bianco, Renata Egreja e Lara Felipe.

O artista capixaba Raphael Bianco produziu pinturas inéditas especialmente para a feira internacional. São telas em grandes formatos (1,20 x 1,80m e 0,70 x 2,20m) em acrílica e óxido de ferro. As obras investigam o lugar do homem no mundo, refletindo deslocamentos, receios, expectativas e desejos diversos. Imagens desfocadas, paisagens misteriosas, hipnóticas e frequentemente sedutoras desafiam o olhar e a memória.

Ao longo de sua trajetória, Bianco vem despertando o interesse de críticos renomados como Paulo Sérgio Duarte e Waldir Barreto, que debruçaram-se em textos críticos sobre seu trabalho. Algumas de suas obras fazem parte dos acervos da Universidade Federal do Espírito Santo, do Banco do Estado do Espírito Santo, além de diversos colecionadores privados nacionais.

Já a artista Renata Egreja trabalha com obras que remetem à origem, não somente no sentido geográfico, como também da história da arte e da vida. Para a ArtRio, a Matias Brotas selecionou pinturas e aquarelas que fazem parte de sua produção mais recente, dentre as obras, ‘Enlace’, ‘Pomar’, ‘Trepadeira’, e ‘Menina Maria’. Renata se apropria de signos e imagens iconográficas, além de aspectos que remetem ao Carnaval, resultando num trabalho de potência e vivacidade.

Formada pela École National Supérieure des Beaux Arts, em Paris,  Renata Egreja recebeu em 2012, o  Prêmio Itamaraty de Arte Contemporânea (Ministério das Relações Exteriores, Brasilia) e já realizou exposições individuais e coletivas em espaços como Museu Histórico de Santa Catarina, Florianópolis; Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba; Museu de Arte de Goiânia; Investart, São Paulo; Atelier D. Gauthier, Paris, França; Université Paris-Dauphine, Paris, França.

Lara Felipe possui uma pesquisa estética que trata do mapeamento pessoal de sua história formada desde a memória e do esquecimento de histórias e de costumes transmitidos por seus antepassados. Entre as memórias pessoais que integram sua origem algumas são eleitas, transformadas, atualizadas e re-significadas através da arte, utilizando diferentes mídias (vídeo, fotografia, trilha sonora, desenho, bordados, entre outros).

Para a ArtRio, a artista apresentará uma série de objetos atrelados à essa temática, obras, inclusive, que fizeram parte de sua recente individual na Matias Brotas arte contemporânea, em Vitória. Destaque para a obra ‘Bile Negra’, um enorme manto de crochê, novelos de retalhos de pano e esferas de vidro contendo tinta negra, que segundo a própria artista faz alusão ao pensamento da antiguidade grega, onde acreditava-se que o estado melancólico do sujeito era causado pela produção em excesso de bile negra no corpo, um dos quatros humores existentes no ser humano. Outro destaque é a peça “a dor dos Dias” – novelo de retalhos de pano em redoma de vidro, que representa o processo sublimatório da dor e do pesar, consequentes da melancolia.
Lara Felipe, que atualmente mora no Arizona, nos Estados Unidos, foi selecionada pelo crítico de arte Marcus Lontra para fazer parte da 1ª edição da TRIO Bienal, Bienal Internacional de Arte Contemporânea em torno do tridimensional, que acontece paralela a ArtRio. Ainda em setembro, Lara participa de uma coletiva no distrito de Wynwood, em Miami, onde estão as maiores e mais importantes galerias de arte da cidade.