Depois de expor na Matias Brotas arte contemporânea ao lado da artista Suzana Queiroga na coletiva ‘Blue: A Terra é azul’, desde então, Mai-Britt Wolthers continua o foco do seu trabalho no tema azul e trabalhando bastante em Genebra, na Suíça, onde abre no dia 14 de setembro a exposição ‘Blue, Bleu, Azul’ na galeria Espace_L.

A mostra reúne trabalhos de Mai-Britt e também da artista Mila Mayer. Ambas possuem trabalhos relacionados com a natureza, e, mais especificamente, com a cor azul.

O azul representa um mito e um símbolo muito usado em toda a história da arte. Desde os tempos antigos, o custo de lápis-lazúli (pedra afegão onde o azul é para ser extraído) rivalizou mesmo com o preço do ouro. Esta pedra foi então usado para fazer jóias, objetos rituais, objetos decorativos e máscaras mortuárias. O custo de importação deste mineral do deserto do Afeganistão, era muito alta. Os egípcios foram então desenvolvidos seu próprio pigmento sintético produzido com base em dióxido de silício, cobre e alcalino. Na cultura egípcia, o azul foi associado com o céu e os deuses.
 
Nos tempos medievais, a Virgem Maria tem sido muitas vezes representado na vestido azul. A escolha da cor não é apenas por causa de seu simbolismo religioso, mas também o seu valor material. Na verdade, o azul foi considerado por séculos como uma cor nobre, e pintores renascentistas como Raphael, tê-lo usado para destacar a divindade representada.
 
Na década de 1950, o artista Yves Klein criou uma tonalidade azul, que ao longo dos anos tornou-se sua marca registrada e se espalhou no mundo da arte após a Segunda Guerra Mundial. Klein blue “foi além das dimensões que outras cores não pode alcançar.
 
A exposição ‘Blue, Bleu, Azul’ faz um diálogo entre a fotografia de Mila Mayer e a pintura de Mai-Britt Wolthers mostrando as possibilidades de interpretações em torno do azul.

Mai-Britti Wolthers é nascida e criada na Dinamarca, mas mudou para o Rio de Janeiro em 1986. A partir da década de 90, transferiu seu ateliê para a Mata Atlântica e expande sua pesquisa sobre as florestas Brasileiras, viajando para a Amazônia e o Pantanal.  Sua paixão pelas exuberantes florestas geraram trabalhos que fazem uma interface entre o figurativo e abstrato, através de formas e cores capturadas em loco, que intuitivamente adota, sem perder a memória da sua origem. A artista pesquisa também possibilidades de desdobramento do seu trabalho para o tridimensional e interferências em paisagens naturais. Ela já realizou diversas exposições individuais e foi selecionada para várias exposições coletivas. Possui trabalhos em vários acervos institucionais como Prefeitura Municipal de Gribskov, na Dinamarca, no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea, Campo Grande – Instituto Figueiredo Ferraz, São Paulo e CCSP (Centro Cultural São Paulo), São Paulo.