Manfredo de Souzanetto abre exposição e lança livro em março no Paço Imperial, Rio de Janeiro.

O artista Manfredo de Souzanetto, representado no Espírito Santo com exclusividade pela Matias Brotas Arte Contemporânea, abre exposição e lança livro no dia 23 de março no Paço Imperial, Rio de Janeiro.

Com o nome ‘Paisagem ainda que’, a mostra reúne uma seleção de quarenta anos da carreira do artista mineiro radicado no Rio de Janeiro. Manfredo conta que serão 25 obras produzidas entre 1976 e 2016, englobando 40 anos de sua produção artística. A exposição contará com diferentes suportes como fotos, pinturas, esculturas, e nela se percebem dois traços característicos, frequentemente entrelaçados: a reflexão sobre a paisagem e a investigação de possibilidades em aberto para a pintura na contemporaneidade.

Durante abertura da exposição, Manfredo também lança seu livro que leva o mesmo nome da mostra. A publicação terá 240 páginas e com a mesma proposta de reunir os trabalhos do artista em seus 40 anos de trajetória. A publicação será trilíngue (português, Francês e Inglês) e terá textos do poeta Julio Castañon Guimarães e da escritora Francesa, Anne-Marie Lugan Dardigne.

Manfredo de Souzanetto estudou na Escola Guignard e na Escola de Arquitetura da UFMG em Belo Horizonte; Escola Nacional de Fotografia Louis Lumière e Escola Nacional de Belas Artes em Paris e graduou-se pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Ele é certamente um dos mais pertinentes e criativos artistas brasileiros contemporâneos. Iniciando sua obra nas décadas de 70/80, desenvolveu uma linguagem específica e personalizada e é considerado um dos mais promissores de sua geração, tendo um amplo trânsito no Brasil aonde vem construindo expressivo currículo, e na Europa, onde nos últimos anos tem exposto com regularidade.

Sua obra se desenvolve como um jogo de virtualidade e concretude, onde muitas vezes a moldura ultrapassa o limite da pintura e o suporte se fragmenta, refletindo a busca de novas possibilidades. Usando pigmentos de terra, óxidos de ferro, resina acrílica, juta e madeira, constrói composições abstratas e geométricas de grande impacto visual; são obras em que a pintura é um dos elementos constituintes e que procuram atuar no espaço real, sem o filtro da representação, buscando a tridimensionalidade.