Chamada de ‘Jardim do Éden’, a obra de 110 metros de Chitão com variadas padronagens cobrem o piso da Capela-mor da antiga igreja do Convento do Carmo, em Lisboa, Portugal.

A intervenção artística é do capixaba Orlando da Rosa Farya e faz parte do Projeto Chiado/ Carmo 2016, Arte na Esfera Pública, Arte Utopia e Metrópole, do qual participam artistas portugueses e brasileiros.

A obra faz referência ao imaginário europeu dos sec. XV e XVI quando as Américas eram idealizadas como o Éden terrestre.

A intervenção Jardim do Éden faz uma alegoria dessa noção de paraíso terrestre a partir do estereótipo da beleza e exotismo associados ao desconhecido, ao estrangeiro, ao outro.

As padronagens simples e exuberantes características do Chitão, ao serem aplicadas no piso da Capela-mor da igreja, criam a imagem de um jardim florido, multicolorido, exuberante.

A intervenção funciona como uma espécie de Refluxo poético.

Criou-se, assim, um jardim simbólico, um simulacro da exuberância e beleza estereotipadas do paraíso tropical.