“Diálogo Geométrico” é a nova exposição da Galeria Matias Brotas arte contemporânea. A coletiva inédita em Vitória reúne obras de três grandes artistas brasileiros, o carioca Luiz Dolino e os mineiros Manfredo de Souzanetto e Carlos Muniz. Esta mesma exposição passou este ano por Viena, na Áustria, e agora desembarca em Vitória/ES.

Motivos não faltavam para a união dos três artistas em uma coletiva especial. As formas geométricas são características comuns e marcantes na trajetória artística do trio e essa mostra reúne algumas obras que dialogam entre si e em que o traço geométrico é o destaque da tela de cada artista.

A exposição contará com cerca de 20 obras. Os três artistas fazem parte da geração de pintores que adotaram a linguagem formal de inspiração construtivista. “As imagens que exploramos nesta mostra correspondem a um conjunto de ideias que tem suas raízes em dois polos: a tradição estética dos povos fundadores de nossa nacionalidade e a busca permanente de valores plásticos capazes de fixar a nossa identidade cultural, expressa numa linguagem com transito internacional”, explica o artista Dolino.

Sobre os artistas

dialogo-geometrico-luiz-dolino-02Artista veterano, com uma trajetória artística de mais de 50 anos, o carioca Luiz Dolino já viajou o mundo com suas obras e já morou em países como México, Uruguai, Bolívia, Argentina, Costa do Marfim. A forma geométrica é a principal característica do seu trabalho. Suas obras já passaram por prestigiadas galerias e museus nos quatro cantos do mundo.

Dolino traz para a galeria uma revisão de algumas de suas obras ao longo de 50 anos de trabalho que traduzem o que de mais expressivo o artista conseguiu reunir da sua produção atual.

dialogo-geometrico-manfredo-de-souzanetto-03Manfredo de Souzanetto, radicado no Rio de Janeiro, estudou na Escola Guignard e Escola de Arquitetura da UFMG, em Belo Horizonte e tem passagens pela École Nationale Louis Lumière e pela École Nationale de Beaux-Arts, ambas em Paris. Com mais de três décadas de trabalho, Manfredo já mostrou suas obras em exposições em Berlim, Lisboa e em diversas galerias da capital francesa. Desde 1974 expõe individualmente no Brasil e na Europa perfazendo mais de 50 individuais.

Apaixonado pela natureza, tema de muitas de suas obras, Manfredo ganhou notoriedade em meados dos anos 70 ao criar o movimento Olhe bem as montanhas, para salvar a Serra do Curral, em Belo Horizonte. Na época, ganhou um lendário artigo assinado por Carlos Drummond de Andrade, publicado no antigo Jornal do Brasil em 10 de julho de 1973.

dialogo-geometrico-carlos-muniz-01Doutor e artista, o mineiro Carlos Muniz completa o trio da coletiva. Muniz possui uma trajetória incomum no meio artístico. Ainda cursando faculdade de Medicina, ele fazia cursos na área das artes. E depois de formado, passou a atuar nos dois segmentos, entre seu ateliê e seu consultório na área de cirurgia plástica. Assim como os outros artistas citados, desde os primeiros trabalhos de Muniz já existiam aspectos geométricos, até mesmo em trabalhos ligados à natureza.

Muniz começou pintando paisagens figurativas e retratos e depois experimentou o cubismo. Passando a pintar paisagens geométricas. Seguindo sua própria vontade, também abraçou a arte concreta e neo-concreta, enfatizando em suas obras o cotidiano urbano. Ele já ganhou diversos prêmios como a Menção Honrosa na V Bienal de Santos, Prêmio Viagem ao Exterior – Paris, Menção Honrosa na VII – Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro/RJ, entre outros.

Obras do artista estão em acervos e coleções como: FUNARTE – Rio de Janeiro/RJ; Palácio das Artes – Belo Horizonte/MG; Museu de Arte – Belo Horizonte/MG, Galeria Art 54 – New York/USA, Centro Cultural UFMG – Belo Horizonte/MG, Centro Cultural Cândido Mendes – Rio de Janeiro/RJ, Centro Cultural – Montes Claros/MG, FAFI-BH – Belo Horizonte/MG, Espaço Cultural dos Correios – Rio de Janeiro/RJ, Museu de Arte de Brasília – Brasília/DF, entre outras.