Vitória recebe pela primeira vez uma exposição individual do renomado artista José Bechara. O artista que teve suas obras recentemente adquiridas pelo Centre Georges Pompidou – Paris, pela Pinacoteca do estado de São Paulo e pelo museu espanhol Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma – Espanha, agora ocupa o salão principal da galeria Matias Brotas arte contemporânea com uma exposição Individual inédita. Anteriormente, em Vitória, o trabalho do artista já foi parte de duas exposições coletivas no Museu da Vale, em, respectivamente, A Casa – a poética do espaço na arte brasileira, em 2004, e Sal da terra, em 2003.

Em recente entrevista publicada pela revista espanhola Dardo, o crítico de arte Paulo Reis fala de como José Bechara, um artista a princípio consagrado como pintor, hoje apresenta um trabalho complexo e importante em outras mídias que vão do desenho à instalação.

O conjunto de obras que será apresentado na primeira individual do artista em Vitória, intituladaJosé Bechara: Frestas, reúne peças da sua produção mais recente, como esculturas da série Open House, desenhos inéditos da série Ar e sua mais nova pesquisa no campo da pintura, o trabalho intitulado Gelosia.

Gelosia que em italiano significa ciúme é o nome dado pelo artista à série de trabalhos de pintura em oxidação sobre grandes vidros planos. Esse trabalho foi tema de ensaio da revista de arte espanhola Lápiz, edição da ARCO Madrid 2009 e da edição de Maio de 2009 da Superstition, revista de arte e cultura do ASU Art Museum em Phoenix – USA.

Na galeria Matias Brotas, o artista apresenta, na companhia da Gelosia, duas pinturas de grande escala e uma seleção de pequenas pinturas das séries Banderolas e Extremos, pinturas que utilizam como suporte a lona de caminhão usada e a oxidação de aço carbono, além da emulsão cúprica e da tinta óleo. Serão apresentadas também esculturas da série Open House e desenhos da série Ar. Esses dois conjuntos de trabalhos abordam o tema “da casa”, objeto de pesquisa iniciada pelo artista em 2002 e conhecida como “Projeto A Casa” que atualmente tem o seu objeto central a instalação A Casa, exposta nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.