Renata Egreja traz a Vitória universo indiano em pinturas inéditas

Artista paulista traz telas e aquarelas a Vitória, de 22 de novembro a 25 de janeiro, em exposição inédita na galeria Matias Brotas, após residência artística na Índia
‘Hoje, só o coração não basta’ é o título da exposição que irá ocupar as paredes da galeria Matias Brotas, localizada na Mata da Praia,a partir de 22 de novembro.

O trabalho da jovem artista Renata Egreja, de apenas 28 anos, traz a Vitória telas cheias de cores e movimento que refletem a complexidade e as contradições vividas na Índia, onde nem sempre apenas o coração basta para absorver tantas emoções e sensações, como define a própria artista. A mostra é resultado de um processo criativo recente e posterior a seu período de residência artística na cidade de Nova Delhi.

Imersa em um contexto cultural e social diferente do brasileiro, Renata destaca que os dois meses vividos na capital indiana se refletem em telas onde a composição ora é mais calma e organizada ora frenética e cheia de cores vibrantes. A artista reflete sobre a vida no ateliê, onde, na rotina do cotidiano, há momentos intensos que chegam trazendo gestos firmes e cores fortes. Em outros dias, já mais calmos, as pinceladas escorrem e as cores vibram suaves.

“A vida no subcontinente é repleta dessas contradições. As ruas de Nova Delhi são incompreensíveis, são belas e feias, convidativas e repelentes ao mesmo tempo. Viver num pais como a Índia é experimentar sensações muito diferentes num mesmo dia. O título dessa exposição faz referencia ao estado de alma que o corpo chega diante de tanta complexidade. Na Índia e em outros lugares, tem dias onde ‘só o coração não basta’ para entender o mundo e as emoções”, destacou a artista.

Nas seis telas que Renata apresenta na exposição da galeria Matias Brotas, a artista explora formas que parecem passear livremente de uma tela para outra, ziguezagueando entre todas as obras. A exposição é otimista, traço comum em todas as suas mostras. “Acredito que a arte pode transformar a tristeza em beleza”, diz a artista.

Mestre em Artes Plásticas pela École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, na França, Renata, que tem apenas 28 anos, já participou de mais de 10 exposições, entre coletivas e individuais. A mais recente exposição individual foi ‘Anattã’, de 2013, ainda na Índia. De volta ao Brasil, participou de exposição coletiva na FAAP, junto com Paulo Almeida, e expôs seu trabalho também na mostra ‘Brazil am Main’, na Rothamel Galery, em Frankfurt, Alemanha.

Embora seja jovem, Renata já recebeu prêmios no Brasil, em 2007, 2011 e 2012, e na França, na Expo Jeunes Talents (Jovens Talentos), em 2010. A mostra ‘Hoje, só o coração não basta’ é a primeira exposição da artista no Espírito Santo, onde ela traz pinturas inéditas.

Texto Crítico: Hoje só o coração não basta - por Renata Egreja
A serie “Hoje só o coração não basta” é resultado de um processo de criativo recente e posterior ao meu período de residência em Nova Delhi, India.

As pinturas que apresento nessa exposição trazem grande influencia desses dois meses vividos na capital Indiana.

São telas onde a composição ora é mais calma e organizada ora frenética e cheia de cores vibrantes.

A vida no subcontinente é repleta dessas contradições. As ruas de Nova Delhi são incompreensíveis, são belas e feias, convidativas e repelentes ao mesmo tempo. Viver num pais como a Índia é experimentar sensações muito diferentes num mesmo dia. São ladeiras, avenidas e templos repletos de historia e beleza ao mesmo tempo abrigam miséria e dor.

O titulo dessa exposição faz referencia ao estado de alma que o corpo chega diante de tanta complexidade. Na Índia e em outros lugares, tem dias onde “só o coração não basta” para entender o mundo e as emoções.

Na rotina do cotidiano, no balanço dos dias que passam ha momentos intensos. Momentos esses que chegam e trazem gestos firmes e cores fortes. Outros dias já mais calmos, onde o gesto é preguiçoso, o ócio reina, as pinceladas escorrem e as cores vibram suaves…

A vida no atelier é cheias de percalços…

Quantos verbos cabem numa tela: esparramar, derramar, erguer, raspar, contornar, espirrar, bater, esfumaçar, misturar, jogar, aplicar, colar, traçar, escorrer… Quanta energia existe numa cor?

As pinturas apresentadas tratam do encontro e do acaso. A surpresa que mora numa curva do pincel é a mesma que vive nas esquinas das cidades. O encontro das cores numa aquarela é tão intenso quanto pode ser uma historia de amor.

As historias passam com o tempo e com alguma sorte tornam-se lembranças. As pinturas permanecem e seguem contando a beleza de um instante.
Nas seis telas que apresento na exposição da Matias Brotas as formas parecem passear livremente de uma tela para outra, ziguezagueando entre todas as obras. A exposição

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