2007

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Exposição “A última casa A última paisagem”
COLETIVA
de 14 de dezembro de 2007 a 30 de janeiro de 2008

Exposição “A última casa A última paisagem”
COLETIVA
de 14 de dezembro de 2007 a 30 de janeiro de 2008

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Coletiva
ANDRÉA BROWN | BOB WOLFENSON | BRÍGIDA BALTAR | CARMELA GROSS
CÁSSIO VASCONCELOS | DANIEL SENISE | DORA LONGO BAHIA | FRANCISCO FARIA
GEÓRGIA KYRIAKAKIS | JOSÉ BECHARA | JOSÉ SPANIOL
RAFAEL ASSEF | RUBENS MANO | FERNANDO AUGUSTO
Pinturas, fotografias, desenhos, instalações, esculturas e maquetes trouxeram a público uma gama insuspeitada de significados do binômio CASA – PAISAGEM, através do olhar agudo de um seleto grupo de quatorze artistas, com ampla repercussão no cenário da arte contemporânea nacional.
O curador da exposição, professor da USP, crítico de arte e consultor de curadoria do Instituto Tomie Othake de São Paulo, Agnaldo Farias, reuniu artistas que, mesmo de diferentes gerações, compartilham o gosto pela experimentação e mostram que a relação entre casa e paisagem ainda não se esgotou. Mais do que isso, para estes artistas o interesse por esta problemática bipolar ainda se mantém extremamente fértilno campo de pesquisa e pensamento artístico.
Expressões variadas em diferentes suportes, linguagens, formatos e técnicas, fonte de poesia, de comentários ácidos e de novas propostas formaram “A última casa A última paisagem”. Nas palavras do curador, “um ambicioso projeto” que tomou simultaneamente os espaços da Matias Brotas arte contemporânea e da Galeria Espaço Universitário, em uma parceria inédita entre instituições privada e pública, buscando fomentar o interesse cultural em todas as classes disponíveis nessa inter-relação.
Curadoria e Texto Crítico por Agnaldo Farias.

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Exposição Duo
RAPHAEL BIANCO & PAULO VIVACQUA
de 15 de junho a 27 de julho de 2007

Exposição Duo
RAPHAEL BIANCO & PAULO VIVACQUA
de 15 de junho a 27 de julho de 2007

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Em um inusitado encontro, Paulo Vivacqua e Raphael Bianco dividiram o grande salão da Matias Brotas arte contemporânea. Vivacqua segue com seu já conceituado trabalho, onde trata o som como “matéria” primordial da obra, amplificando a percepção do observador e estendendo, dessa forma, a sensorialidade da visão às vibrações sonoras. A isto, casa-se perfeitamente o trabalho, do também capixaba, Raphael Bianco. Em pintura de grande formato, plasma a “imaterialidade com a luz”, brinca com ela, desfoca-a: lembranças do cinema ou de fotografias.
Na entrada da galeria, dando boas vindas aos visitantes, Raphael Bianco apresenta uma tela, com uma placa de acrílico sobre a pintura, que funciona como um filtro, podendo ser usado para o espectador “focar o que está desfocado”. Continuamos entrando na galeria e encontramos a outra obra de Raphael, que impressiona pelas dimensões: um grande painel composto por quatro telas de 180 x 120 cm, pintadas entre 2005 e 2007, feitas com óxido de ferro e acrílica sobre tela.
Dialogando com este painel, Paulo Vivacqua nos traz as Algas e os Lagos, esculturas feitas com camadas de vidro, espelhos, alto falantes e luz fria. Uma espécie de “escultura musical”, onde a música é parte fundamental da peça, que completa o “arquipélago”, preenchendo todo o ambiente.
Nos cantos do salão Vivacqua situa os Pastores, esguios e baixos, que fazem uma alusão à memória de Pã – deus dos bosques – e emitem um som mais direcionado. Duas outras obras de Vivacqua, ocupam o espaço experimental da galeria: a Cápsula e a Placa, que se diferenciam pelo som metálico e pelo material escuro. Feitas de placa de aço e tubo, emitem um som mais duro em todos os sentidos e jogam com a placidez das Algas e […]

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Exposição Duo
GABRIELA MACHADO | RENATA TASSINARI
de 16 de março a 30 de abril de 2007

Exposição Duo
GABRIELA MACHADO | RENATA TASSINARI
de 16 de março a 30 de abril de 2007

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A Matias Brotas arte contemporânea iniciou sua temporada de exposições de 2007 com o “Duo” de exposições de obras inéditas das renomadas artistas Gabriela Machado e Renata Tassinari.
A mostra de Gabriela Machado, que contou com texto assinado por Alberto Tassinari, apresentou o conjunto de suportes que traduz a carreira da artista, lançando mão de diversas cores e apresentando pela primeira vez no Estado pinturas de grandes dimensões, desenhos sobre papel e ainda uma instalação inédita. Foram apresentadas quatro pinturas óleo sobre tela, pertencentes à série “Cascas”, cinco desenhos acrílica sobre papel, da série “Malta” e, no espaço experimental da galeria, a instalação “A Sala dos Fios”, que faz parte das suas construções aéreas. A artista, que já esteve participando da exposição “Pausa” no Museu de Arte do Espírito Santo no ano de 2003, com um trabalho da série “Vermelhos”, inseriu desta vez uma gama cromática variada, em obras que carregaram a variedade de tônus, caminhos e descaminhos que o veículo da pintura oferece com maior facilidade.
A mostra da artista paulista Renata Tassinari, assinada por texto crítico de Taíssa Palhares, apresentou oito obras inéditas em óleo e cera sobre moldura acrílica e madeira. Os diversos materiais utilizados, tais como o mdf e as molduras acrílicas, estiveram presentes nas pinturas, lado a lado com a tinta a óleo, como elementos pictóricos fundamentais. As cores vieram fortes e em contraste, com determinados tons de rosa, verde, vermelho, amarelo e azul, cujas presenças marcantes se deram por aquilo que elas têm de ordinário e característico, unindo-se às tonalidades artificiais da madeira industrializada ou sendo filtradas pela superfície acrílica. Além disso, utilizando também esses materiais como elementos estruturais, as pinturas tangenciaram o espaço arquitetônico. Em trabalhos como “Quadrado amarelo” […]

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Exposição “Apropriações, ambiguidades, deslocamentos…”
MIRO SOARES | LINCOLN GUIMARÃES DIAS | FERNANDO AUGUSTO | LARA FELIPE
de 30 de novembro de 2006 a 12 de janeiro de 2007

Exposição “Apropriações, ambiguidades, deslocamentos…”
MIRO SOARES | LINCOLN GUIMARÃES DIAS | FERNANDO AUGUSTO | LARA FELIPE
de 30 de novembro de 2006 a 12 de janeiro de 2007

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Ao longo da primeira metade do século passado, vários movimentos artísticos contestaram os valores da tradição e decretaram a ruptura com o velho estatuto de obra de arte. As formas e as cores deixavam de se subordinar à aparência do mundo natural, para instituir-se como pensamento e linguagem autônoma, isto é, como construção estimulante e livre da experiência humana.
A variedade de faturas, suportes e linguagens expressivas que se desvelam no conjunto de objetos expostos na Matias Brotas Arte Contemporânea, reafirma essa liberdade concedida aos artistas de nosso tempo. Enquanto uns re-visitam a história da arte, para resgatar e atualizar determinadas gramáticas e processos pictóricos, outros deslocam imagens, personagens e idéias que vão buscar na literatura, no cinema, na filosofia, na psicanálise. Rearticulam ou recodificam tais empréstimos ou apropriações, em novos contextos, narrativas e associações de imagens, instaurando com eles ou a partir deles novos processos criativos e significativos.
As poéticas de Miro Soares e Lincoln Guimarães Dias, derivam do Expressionismo Abstrato. Embora adotem métodos e materiais diferenciados, ambos procuram estruturas formais espontâneas ou não premeditadas, que vão sendo ajustadas, ordenadas e transfiguradas, ao longo de um controlado processo de trabalho.
Miro Soares pinta sobre grandes suportes com café solúvel, matéria prima primordial a seu processo expressivo. O pigmento natural é lançado em gestos vigorosos sobre a tela esticada no solo, em camadas ralas e densas. O maior adensamento da matéria produz tons soturnos, potencializados por instigantes texturas e rugosidades. Nas áreas onde a matéria é menos espessa, surgem transparências e efeitos luminosos, que instigam a imaginação e desafiam o olhar configurador ou icônico do observador.
O processo pictórico de Lincoln Dias não dispensa os materiais tradicionais: tinta acrílica e pincéis de cabos longos. Recorrendo a gestos amplos […]