Shirley Paes Leme participa da exposição ‘Da tradição à experimentação’, no Instituto Iberê Camargo, em Porto Alegre. A mostra apresenta um recorte da coleção de gravuras realizadas pelos residentes que por lá passaram no Ateliê de Gravura. Ela oferece ao público uma diversidade de obras gráficas, possibilitando-o experimentar o olhar e fazer suas próprias associações entre os artistas e suas respectivas imagens produzidas em diferentes técnicas da gravura em metal. A mostra, que segue até 10 de março, tem curadoria de Eduardo Haesbaert.

Sobre o ateliê de gravura

Iberê Camargo (1914-1994) praticou a técnica da gravura em metal desde os anos 1940. Em 1948, aprimorou-se neste campo de expressão artística na Calcografia Nazionale de Roma, durante sua residência de estudos na Europa. Nos anos 1960, a experimentação com a gravura foi muito intensa, sendo reconhecida internacionalmente na Bienal de Veneza de 1962. Até o ano de sua morte, Iberê alternava a prática da pintura com a de gravura.

Em 2001, a Fundação Iberê Camargo lança o projeto Artista Convidado do Ateliê de Gravura, coordenado por Eduardo Haesbaert; assistente e impressor de Iberê Camargo desde 1990. O ateliê, com equipamentos utilizados pelo artista em vida, é aberto à prática e à experimentação da gravura em metal. Artistas brasileiros e estrangeiros, com distintas trajetórias e formas de expressão – muitos deles sem nenhuma experiência com a gravura – experimentam e revelam suas poéticas em diversas técnicas, tais como: monotipia, plotagem, serigrafia, fotogravura e outras possibilidades gráficas, resultando sempre uma ou mais matrizes em metal, a partir das quais é realizada a edição. De 2001 a 2018, mais de 100 artistas já passaram pelo projeto.

Além de uma gravura de Shirley Paes Leme, a mostra conta com obras de nomes como Iberê Camargo, Amilcar de Castro, Angelo Venosa, Anna Bella Geiger, Antonio Dias, Carlos Vergara, Daniel Escobar, Daniel Senise, Eduardo Sued, Nuno Ramos, Saint Clair Cemin, Tomie Ohtake, entre outros.