Aberta no MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo), a exposição ‘O útero do mundo’ coloca em destaque cerca de 280 obras de 120 artistas contemporâneos que mostram em seu trabalho as diversas facetas do corpo e suas metamorfoses, oras transformado, fragmentado, deformado, sem contorno ou definição. A artista Shirley Paes Leme, que recentemente esteve com uma de suas obras no stand da Matias Brotas arte contemporânea dentro da ArtRo Fair, foi uma das artistas selecionadas diante de um universo de mais de cinco mil trabalhos da coleção do museu.

As obras foram selecionados pela escritora e crítica de arte Veronica Stigger. São pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, gravuras, vídeos e performances do acervo do museu de nomes, não necessariamente só de artistas mulheres, mas de grandes nomes da arte contemporânea. Entre eles: Lívio Abramo, Farnese de Andrade, Claudia Andujar, Flávio de Carvalho, Sandra Cinto, Antonio Dias, Hudinilson Jr., Almir Mavignier, Cildo Meireles, Vik Muniz, Mira Schendel, Tunga e Adriana Varejão.

A apurada seleção da curadora faz um elogio à loucura, ilustrando esse “corpo indomável” que, embora reprimido pela humanidade, manifesta-se no descontrole, na histeria e na impulsividade. Para organizar a exposição, a curadora recorreu a três conceitos extraídos da obra da escritora Clarice Lispector que servem como fios condutores que separam os trabalhos nos núcleos Grito ancestral, Montagem humana e Vida primária.