A artista Suzana Queiroga participa da nova exposição do MAR – Museu de Arte do Rio, a coletiva ‘Mulheres na Coleção MAR’.

Suzana expõe uma tela em grande formato de sua série ‘Semeadura de Nuvens’ que este ano esteve em exposição no Paço Imperial, na ‘Miradouro’, e em seguida passou para a coleção do MAR.

A Mostra Mulheres na Coleção MAR” apresenta um recorte de obras de mais de 150 artistas brasileiras e estrangeiras que integram o acervo. Suzana Queiroga expõe ao lado de artista como Tarsila do Amaral, Tomie Ohtake, Beatriz Milhazes, Güler Ates, Marie Nivouliès de Pierrefort, Abigail de Andrade, Louise Bourgeois, Neide Sá, Jenny Holzer, Leila Danziger, Regina Silveira, Vânia Mignone e Célia Euvaldo. A exposição está dividida em cinco núcleos significativos: Retrato/Representação, Corpo Político, Cidade e Paisagem, Abstrações e Poéticas.
Suzana Queiroga | 'Mulheres na Coleção MAR' | Museu de Arte do Rio – MAR | Rio de Janeiro | 16.11.18 a 10.04.19

Pela primeira vez na história do MAR, a curadoria desta exposição foi realizada a partir de um processo colaborativo que envolveu mulheres de todos os setores do museu, entre seguranças, recepcionistas, produtoras, auxiliares administrativas e de serviços gerais, advogadas, jornalistas, designers, museólogas e gestoras. Em uma série de encontros realizados ao longo de dois meses, as funcionárias trocaram experiências de vida e de trabalho, conversaram sobre o universo feminino e a respeito das múltiplas representações da mulher na arte, nos espaços culturais, na família e na sociedade. O grupo também foi apresentado ao conceito da exposição e a uma série de obras de artistas mulheres presentes na Coleção MAR. E experimentou exercícios de curadoria, selecionando trabalhos de acordo com os desejos e conceitos mapeados nos encontros e norteando a curadoria da exposição.

“Então a exposição está sendo amalgamada não só por um corte profissional, frio, “curatorial”, mas faz parte de um caldo muito maior, envolvendo uma percepção desse acervo, um outro olhar sobre a montagem desse acervo num determinado espaço e, mais do que isso, o cinturão em torno dessa exposição do ponto de vista de reflexão pessoal, de reflexão de histórias individuais, de narrativas dessas histórias e de como isso pode estar projetado nessa mostra”, explica a diretora executiva do museu, Eleonora Santa Rosa, esta exposição se reveste de alguns significados especiais.