A artista Suzana Queiroga foi uma das 20 finalistas da 6ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça, um dos mais tradicionais prêmios de arte do país com mais de 12 anos de realização. Além do prêmio, os finalistas participam de uma exposição coletiva aberta ao público até o dia 1º de outubro, no MuBE – Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo.

Suzana Queiroga, que é uma das artistas representadas pela Matias Brotas, participa da mostra com a obra “TOPOS”, uma instalação criada especialmente para a exposição, que utiliza a técnica mista, configurações e dimensões variáveis.
Em cinco edições, 25 artistas e dois curadores foram contemplados pelo prêmio Marcantonio Vilaça com bolsas para produção de trabalhos, que percorreram todo o Brasil em mostras itinerantes. O prêmio propõe a integração das artes em suas diversas manifestações e promove o fortalecimento dos acervos públicos brasileiros. Também estimula a diversidade e a compreensão de valores éticos e estéticos por meio de iniciativas de arte-educação.

Quem foi Marcantônio Vilaça
Marcantônio Vilaça projetou a arte contemporânea brasileira internacionalmente, promoveu a participação de artistas nacionais em bienais, feiras e grandes museus no exterior. Também investiu em exposições de artistas estrangeiros no Brasil, garantindo acesso do público brasileiro para a produção contemporânea mundial.

Vilaça nasceu em Recife (PE) em 30 de agosto de 1962. Nos anos 1970, ainda adolescente, adquiriu a sua primeira obra de arte: uma xilogravura do mestre pernambucano Gilvan Samico. Era a primeira obra de sua coleção. A última foi o vídeo Dream, do artista inglês Hadrian Pigott, adquirida em 1999.

Em 1976, Marcantônio Vilaça transferiu-se para Brasília, onde concluiu os estudos secundários e iniciou, na Universidade de Brasília, o curso de Direito. Concluiu a graduação na Universidade Mackenzie em São Paulo, para onde se transferiu em 1980. Em 1990, já estava à frente da galeria Pasárgada Arte Contemporânea, em Recife, fundada com a irmã Taciana Cecília Vilaça Bezerra. O espaço reunia, fora do eixo Rio-São Paulo, os bem-sucedidos nomes da geração 80 das artes plásticas brasileiras.
Em maio de 1992, com a sócia Karla Meneghel, inaugurou em São Paulo a galeria Camargo Vilaça, que acabou se tornando a mais importante referência para a arte brasileira nos anos 1990. Com ela, Marcantônio promoveu a projeção internacional da arte contemporânea brasileira, tornando-a um produto de exportação.

Marcantonio Vilaça morreu precocemente no dia 1º de janeiro de 2000, aos 37 anos de idade, em Recife. Como reconhecimento aos serviços prestados à cultura, o governo brasileiro lhe outorgou (post mortem) a mais alta condecoração do país: a Ordem do Rio Branco, entregue à família Vilaça.

 

Suzana Queiroga | Prêmio Marcantonio Vilaça 2017 | MuBE - Museu Brasileiro da Escultura | São Paulo | até 01.10.17 | Matias Brotas