A artista Suzana Queiroga, sempre em busca de conhecimento e aprimoramento em torno da arte, está em Lisboa, Portugal, onde participa de residências artística no espaço AIR 351, que é um programa internacional independente de residência em artes visuais destinado a artistas e curadores de todo o mundo.

No luminoso studio da AIR 351, situado em Cascais, Lisboa, Suzana dá continuidade aos seus trabalhos em pintura, desenhos e projetos de instalação e escultura de grande formato que pretende desenvolver em Portugal.

Suzana nos diz:
“ O espaço destinado aos studios dos artistas residentes da AIR 351 fica situado numa antiga escola que foi totalmente remodelada para abrigar este programa. A luz incrível do espaço, o ambiente silencioso e calmo tem me proporcionado as condições ideais para uma imersão profunda no meu processo de trabalho. Acredito que nos 3 meses de trabalho intenso que tenho na residência conseguirei avançar bastante em minhas pesquisas”.

Quem também já passou por esse mesmo programa de residência foi o artista americano Gary Hill, considerado uns dos fundadores da videoarte, um expoente da produção artística contemporânea, artista ativo desde os anos 1970 e que apresentou recentemente uma exposição no novo museu MAAT, em Lisboa, fruto de sua vivência na AIR 351.

O objetivo principal do programa AiR 351 é promover projetos artísticos e intercâmbios. Consciente da posição de interseção do país entre Europa, América e África, a AiR 351 visa tornar-se um espaço de confluência, diálogo e pensamento crítico. Além disso, a residência segue um modelo colaborativo baseado em sólidas relações um-para-um dentro do mundo da arte. Sua equipe trabalha em estreita colaboração com cada residente em um ambiente de apoio, antecipando e reagindo às suas necessidades. Por meio de parcerias institucionais, as atividades da AiR 351 abrangem uma variedade de contextos, como museus, universidades e escolas de arte. A organização conta com a experiência de um Conselho Consultivo Estratégico internacional, de uma diversidade de origens culturais e também da assistência de um Comitê de Seleção Internacional externo e rotativo. Através de uma gama diversificada de iniciativas, pretende-se reunir as cenas de arte locais e internacionais e continuar ampliando o alcance da residência e criando novas possibilidades para a divulgação da arte.

Ainda em Lisboa, Suzana estará na Universidade de Lisboa, por 6 meses, como pesquisadora em regime de Doutorado sanduíche através da CAPES, onde desenvolverá sua pesquisa teórica sobre Cartografia e Cultura Urbana, tópico que será um dos eixos principais de sua tese de doutorado intitulada “Arte e Ciência, Cartografias do Tempo e do Infinito “, que desenvolve no programa de História das Ciências, Técnicas e Epistemologia, na UFRJ.