A artista Suzana Queiroga apresenta duas obras em desenho na XIX Bienal de Arte de Cerveira, em Vila Nova de Cerveira, Portugal, que segue para visitação até 16 de setembro. Na edição passada, em 2015, a artista ganhou o Prêmio de Aquisição com o vídeo ‘Olhos D’água’ e por isso retorna ao evento como convidada especial.

A artista plástica carioca Suzana Queiroga despontou nos anos 80, época em que a exposição “Como vai você, Geração 80?”, no Rio de Janeiro, em 1984, apresentou a produção de cerca de 100 jovens artistas e modificou significativamente os rumos da arte no Brasil. Pinturas, desenhos, esculturas, instalações, vídeos, infláveis e intervenções urbanas são as várias expressões as quais Suzana Queiroga se dedica. Mestre em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, leciona Pintura e Desenho na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. A artista já recebeu cerca de 11 premiações nacionais entre elas, o 5º Prêmio Marcantônio Vilaça /Funarte para aquisição de acervos, em 2012; Prêmio Nacional de Arte Contemporânea/ Funarte, em 2005; a Bolsa RIO ARTE, em 1999; e os X e IX Salões Nacional de Artes Plásticas, entre outros. Também participou de inúmeras coletivas nacionais e internacionais, além de diversas individuais.

Sobre a Bienal
Aproximando-se dos seus 40 anos, a 19ª edição da bienal de arte mais antiga de Portugal, presta a sua homenagem principal a um dos maiores nomes da pintura nacional e internacional, Paula Rego. “DA POP ARTE ÀS TRANS-VANGUARDAS, Apropriações da arte popular” é o tema da edição deste ano, que apresenta mais de 500 participantes de 35 países, e mais de 600 obras de arte. A Bienal Internacional de Arte de Cerveira tem-se afirmado como um dos acontecimentos mais marcantes das artes plásticas do país, sendo, sem dúvida, um evento de referência para a cultura artística nacional e internacional.

Nas palavras de Cabral Pinto, coordenador Artístico da XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, ‘Hoje, com a tentativa de aproximação entre o saber popular e a Universidade, é oportuno pensar como valorizar a investigação dita erudita, aproveitando o conhecimento adquirido através dos tempos pelas populações e a experiência dos antepassados nos diversos campos da sociologia e da filosofia para além da dita arte popular. Assim, o tema ”DA POP ARTE ÀS TRANS-VANGUARDAS” reveste o choque tecnológico que temos vindo a atravessar e que só foi conseguido pelo acumular do saber através dos séculos e pela identidade das nossas populações’, explica ele.